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Após mortes, Contagem (MG) faz ações de combate à febre maculosa

A cidade anunciou que vai alinhar ações em parceria com a Prefeitura de BH; doença matou criança de 4 anos e bisavó

Minas Gerais|Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

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Equipes estão borrifando substância contra carrapatos
Equipes estão borrifando substância contra carrapatos

Após registrar duas mortes por febre maculosa em um intervalo de menos de 24 horas, a Prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, anunciou que vai intensificar as ações de combate à doença no bairro Nacional, região considerada “endêmica”.

Desde o dia 13 de agosto, quando foi confirmada a informação de que a febre maculosa havia sido responsável pelas mortes de uma criança de quatro anos e sua bisavó, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu uma nota técnica para as instituições de Saúde e distribuiu panfletos informativos para as mais de 1.300 casas do bairro.


Veja: Vítima de febre maculosa passou por 5 médicos antes de morrer

Além disso, equipes da Zoonoses e da Epidemiologia borrifaram uma substância que combate o carrapato estrela, inseto responsável pela transmissão da doença, em 719 residências do bairro Nacional. Nas próximas duas semanas, servidores municipais vão realizar a roçada e a capina de lotes e matagais dos bairros.


A Prefeitura de Contagem também anunciou que vai alinhar com a Prefeitura de Belo Horizonte ações de combate nos bairros limítrofes das duas cidades. Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde, o bairro Nacional vai estar em estado de “observação e vigilância” para novos casos de febre maculosa até 2029.

Duas mortes


A febre maculosa matou uma criança de 4 anos e a bisavó dele, de 73, em um intervalo de menos de 24 horas. A família de Enzo Gabriel Lima da Silva encontrou um carrapato na virilha da vítima no dia 29 de julho. A criança passou por cinco equipes médicas antes de morrer, sendo que nenhuma delas teria feito o diagnóstico para a doença.

Já a idosa Ana Josefa da Silva teve sintomas de confusão mental e, por fim, sofreu uma convulsão. A equipe médica acreditava que a mulher havia sofrido um AVC. Ana morreu poucas horas após o enterro do bisneto. A família acredita que houve negligência médica das equipes de Contagem e Belo Horizonte.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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