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Assembleia suspende processo de impeachment contra Pimentel

Decisão pode ser um sinal de bandeira branca na crise entre PT e o MDB, principal aliado do governador 

Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, Do R7

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Denúncia contra Pimentel pode não vingar
Denúncia contra Pimentel pode não vingar

O processo de impeachment do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi suspenso nesta quarta-feira (2) pela mesa diretora da Assembleia Legislativa. Fica, portanto, adiada a indicação dos líderes dos partidos da comissão especial para analisar o pedido de impeachment.

Na semana passada, a Assembleia havia autorizado a abertura do processo de cassação por suposto crime de responsabilidade. A acusação foi protocolada por um advogado e tem como base a falta de repasses de verbas do duodécimos dos poderes, além do atraso de pagamento de salários do funcionalismo.


Na tarde desta quarta-feira, o Legislativo decidiu paralisar a tramitação do processo sob a justificativa de que o regimento interno foi desrespeitado.

Coube ao líder do governo, Durval Ângelo (PT), apresentar uma questão de ordem no plenário, solicitando a nulidade do processo. O petista alegou que a denúncia deveria ter sido acolhida pelo presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (MDB), e não pelo vice, Lafayette Andrada (PRB), como ocorreu.


Ângelo argumentou ainda pela ausência de fundamento da denúncia, que não existe despacho legal autorizando a abertura do processo. Segundo o deputado, não há crime de responsabilidade, mas apenas atos de gestão administrativa dentro de um quadro de crise financeira.

Após o pronunciamento do petista, o vice-presidente da Assembleia acolheu a questão de ordem e determinou a imediata suspensão da indicação dos sete líderes partidários que iriam formar a comissão especial do impeachment, marcada para se reunir nesta quinta-feira, dia 3 de maio.


A definição se o processo vai ou não prosperar será do presidente da Assembleia, em reunião com os membros da mesa diretora.

Na prática, a decisão é um sinal de bandeira branca na crise entre PT e o MDB, principal aliado de Pimentel. Segundo o líder da maioria, deputado Tadeu Martins Leite (MDB), a decisão do partido sobre candidatura própria só será tomada em julho, durante a convenção da legenda. Para o parlamentar, a reunião prévia que definiu pela candidatura própria não é definitiva.


Na terça-feira (1), a ala do partido ligada ao vice-governador, Antônio Andrade, rompeu oficialmente com Pimentel e deixou claro a intenção de a legenda ter candidato próprio ao governo de Minas Gerais.

Procurado, Pimentel ainda não comentou a suspensão do processo no Legislativo.

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