Autista mantida em cárcere privado pelo pai vivia com cachorros
Suspeito jogava comida por cima do muro para alimentar a filha; vídeo mostra condição do local
Minas Gerais|Do R7 com RecordTV Minas

A investigação sobre a mulher, de 39 anos, mantida em cárcere privado, pelo pai e pela madrasta, em Belo Horizonte, aponta que o suspeito deixava a filha abandonada durante todo o dia com os cachorros e que ele jogava comida por cima do muro para alimentar a vítima. Segundo a polícia, José Tomé Cruz, de 61 anos, mantinha a filha presa em um lote ao lado da casa dele, pelo fato de ela ser autista e demandar cuidados especiais.
A polícia chegou até o local, no bairro Goiânia, na região nordeste da capital, após a denúncias de vizinhos. O espaço funciona como a garagem do caminhão de trabalho de Cruz e tem um barracão, feito de madeira e alvenaria, onde a vítima era presa durante a noite. A cama utilizada por ela era forrada apenas com uma lona. Embora tenha um banheiro com vaso sanitário, segundo o delegado, a vítima, fazia as necessidades em qualquer lugar do lote.
Assista à RecordTV, ao vivo, pelo R7
Segundo a Polícia Civil, a mãe da mulher morreu quando ela era criança. Depois disso, o pai teve um relacionamento estável, durante 30 anos, com outra mulher que cuidava bem da menina. Com o fim do relacionamento e ao ir morar com a nova companheira, Vera Lúcia da Cruz, de 47 anos, a filha foi colocada em cárcere privado.
Cruz e Vera fora presos em flagrante. Ao ser perguntado sobre o motivo de ter colocado a filha no lote, o pai se manteve em silêncio. Ele também não disse estar arrependido e confirmou que cuidar da filha dava muito trabalho.
A vítima foi levada para o Cersam (Centro de Referência em Saúde Mental) Nordeste para ser medicada. A guarda dela deve ser passada para uma das irmãs. Segundo o delegado, o pai e a madrasta cometeram o crime de sequestro e cárcere privado e Cruz pode pegar até cinco anos de prisão.
Vídeo mostra cômodo onde a mulher era deixada:















