Câmeras de reconhecimento facial ajudam Polícia Federal a prender 17 criminosos em BH
Sistema é utilizado em parceria entre PF e Prefeitura da capital mineira, com atuação da Guarda Municipal para as prisões
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7 e Rosildo Mendes, da Record Minas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que 17 pessoas com mandados de prisão em aberto foram presas na capital mineira, identificadas por um sitema de reconhecimento facial em câmeras espalhadas pela cidade. As imagens são captadas e enviadas para a Polícia Federal, que faz uma análise para confirmar a identidade dos envolvidos e aciona a Guarda Municipal, que efetua a prisão.
A parceria entre a Prefeitura e a PF foi formalizada em 9 de julho e integra as ações do Muralha BH, programa da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção em parceria com a Prodabel. De 10 de julho a 14 de agosto, o sistema já permitiu a prisão de 17 pessoas, a maior parte na região do Hipercentro da capital mineira.
Além de auxiliar na localização de pessoas com mandados de prisão, a tecnologia também pode ser utilizada para ajudar a encontrar pessoas desaparecidas.
Como funciona
Para o Comandante da Guarda Civil Municipal, Julio Cesar de Freitas, os resultados mostram o potencial da integração entre tecnologia e atuação policial. Ele destaca que o reconhecimento facial é uma ferramenta de apoio, com validação humana e protocolos de segurança antes de qualquer ação.
A Prefeitura afirma que a tecnologia não realiza prisões ou toma decisões de forma autônoma. A atuação dos agentes de segurança continua sendo necessária em todas as etapas.
“Esse sistema nos possibilita que as imagens geradas pelas câmeras da Prefeitura cheguem a Polícia Federal. O sistema de detecção percebendo uma pessoa com mandado de prisão em aberto envia a imagem que é analisada por um técnico da PF. Constatando que se trata mesmo da pessoa, o alerta é emitindo para a Guarda para que eles possam proceder o empenho da viatura, fazer a abordagem e prisão desse cidadão”, explica o Comandante.
Para garantir a identificação precisa, o sistema conta com ajuda de uma inteligência artificial que faz a leitura facial das pessoas que passam próximas as câmeras, que estão em vários pontos da cidade. A Guarda também tira uma nova foto do suspeito durante a abordagem e envia para nova análise da PF, para garantir a confirmação da identidade.
“Do momento que é feito o alerta até a abordagem da equipe dura em torno de 10 minutos”, explica o guarda. Ele conta, também, que as câmeras utilizadas não são as mesmas do Olho Vivo, que já atua na identificação de infrações na cidade. Atualmente, o programa tem mais de 2.000 câmeras, que geram imagens o tempo todo para o sistema.
Prisões efetuadas
Segundo Julio Cesar, o principal objetivo é tirar essas pessoas com mandado em aberto do convívio social, para que elas possam cumprir junto a justiça o que deve. “Em pouco mais de um mês a gente já conseguiu tirar de circulação 17 pessoas que estavam circulando pela cidade, 16 no hipercentro, 1 na região noroeste, com mandados de prisão em aberto”.
“Dentre esses mandados tem pessoas que eram procurados por furto, roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, pensão alimentícia, e o último um senhor de idade que estava com mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável”, completa o Comandante.
Como acionar a Guarda
Em casos de denúncia e atendimento de urgência, a população pode acionar a Guarda Municipal de Belo Horizonte pelo número 153. O telefone funciona 24 horas por dia, e a ligação é gratuita.
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