Carreta de cerveja que provocou acidente em BH estava a 100km/h
Perícia desmentiu versão do motorista do veículo, que teria dito, em depoimento informal, que a carreta de 31 toneladas tinha problema nos freios
Minas Gerais|Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o acidente entre uma carreta carregada de cerveja e um carro na curva do Ponteio, no bairro Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
O acidente ocorrido no dia 17 de junho causou a morte do motorista do carro e, também, o da carreta, que faleceu em decorrência dos ferimentos, dois meses depois, quando ainda estava internado no hospital.
De acordo com a investigação, o caminhoneiro afirmou aos policiais, em depoimento informal, quando estava sendo levado para receber atendimento médico, que os freios do veículo falharam. No entanto, a perícia desmentiu a versão do condutor.
Além de os freios e lonas estarem em perfeitas condições de uso, no momento do acidente a carreta, com carga de 31 toneladas estava a 100km/h. A via tem limite máximo de velocidade de 60 km/h.
Além disso, o motorista teria ignorado as placas de sinalização que proíbem o trânsito de veículos de grande porte na MGC-365.
Segundo o delegado Rodrigo Fagundes, o caminhoneiro responderia por homicídio culposo, caso tivesse sobrevivido ao acidente. De acordo com o delegado, a tragédia poderia ter sido evitada.
— A carreta estava acima da velocidade permitida. Tendo em vista o tamanho da carga, 31 toneladas de cerveja, e por causa da imprudência do motorista, por transitar em local proibido, seria impossível fazer a curva no local.
A perícia também constatou, por meio de análise no sistema de rastreamento da carreta, que o motorista vinha desrespeitando o limite de velocidade mesmo antes do acidente.
— Ele vinha desempenhando excesso de velocidade bem antes. Ele era rastreado e foi detectado que, na altura do viaduto da Mutuca, portanto 2 km antes do local do acidente que ele desempenhava velocidade de 117 km/h. Imagina uma carreta de 31 toneladas nessa velocidade. É o prenuncio de uma tragédia.
Como o motorista veio a óbito, ele não poderá ser responsabilizado pelo acidente. O inquérito, agora, é encaminhado para a Justiça.















