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Com cadeias superlotadas, secretário nega ordem para diminuir prisões 

Bernardo Santana critica envio de suspeitos de pequenos delitos para o sistema prisional

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Justiça proibiu entrada de presos em unidades superlotadas da Grande BH
Justiça proibiu entrada de presos em unidades superlotadas da Grande BH

Com presídios da região metropolitana impedidos de receber presos por ordem judicial, os centros provisórios e delegacias que recebem detentos em BH chegaram ao limite de ocupação nesta semana.

Policiais reclamam da espera que chega a 24 horas para registrar flagrantes, enquanto delegados não têm mais onde colocar suspeitos. Militares chegaram a apontar que havia uma ordem para reduzir o ritmo de prisões - já foram 3.336 detidos em Minas neste ano.


Diante da crise - faltam 26 mil vagas em Minas -, o secretário de Estado de Defesa Social, Bernardo Santana, negou que haja determinação para reduzir o ritmo de prisões prometeu nesta quarta-feira (6) "transparência e planejamento" para reduzir a pressão nos presídios. Uma das ações é reativar carceragens da Polícia Civil nas delegacias, que foram fechadas na última década por medida de segurança.

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Santana criticou o envio para presídios de suspeitos que tenham cometido crimes de pequeno potencial ofensivo, já que, mesmo que houve recursos, não haveria tempo nem espaço para construir presídios para acabar com o déficit. O secretário defendeu que as vagas sejam destinadas para criminosos violentos, que muitas vezes ficam soltos por falta de celas.

— Como secretário e cidadão digo que é inadmissível mandar para a rua homicidas, estupradores, grandes traficantes, assaltantes violentos. Mas não é razoável, como aconteceu nas últimas semanas, que um mendigo que furtou um ovo de páscoa e um jovem que surfava no teto de um ônibus tenham sido mandados para o sistema prisional.


Nos últimos 15 dias, 476 pessoas foram presas em BH por suspeita de cometer crimes leves. Na Grande BH, foram 3.000.

Uma das medidas para amenizar o problema seria a adoção de audiências de custódia, a exemplo do que ocorre há dois meses no Rio e em São Paulo. Um juiz de plantão precisa ratificar o flagrante de todas as detenções antes do envio para o sistema prisional, e libera o suspeito para responder em liberdade em caso de prisão indevida por falta de provas ou crime com menor potencial ofensivo.

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