Começa júri popular de investigador acusado de matar jornalista no Vale do Aço
Rodrigo Neto foi assassinado no dia 8 de março de 2013
Minas Gerais|Do R7

Começou na manhã desta quinta-feira (28) o júri popular do investigador da Polícia Civil, Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, acusado de participar do assassinato do jornalista Rodrigo Neto, em Ipatinga, no Vale do Aço, no dia 8 de março do ano passado. Os trabalhos foram abertos no Fórum do município às 9h15 e são presididos pelo juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira. O Conselho de Sentença é formado por seis homens e uma mulher o promotor Francisco Assis representa o Ministério Público.
Leal foi detido em maio do ano passado e, em fevereiro deste ano, o magistrado determinou Leal e outro réu, Alessandro Augusto Neves, o Pilote, de 31 anos, fossem julgados por um júri popular. O processo foi desmembrado e, por isso, o policial senta primeiro no banco dos réus.
Os dois são suspeitos de integrar um grupo de exterminio, que ainda está sendo apurado. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Neves seria o responsável por disparar os tiros que mataram o jornalista. Ele estava na garupa de uma moto quando surpreendeu Neto e o atingiu várias vezes, nas regiões da cabeça e do tórax. A rota de fuga teria sido traçada pelo investigador, que passou pelo local momentos antes e avisou o comparsa da presença e posição da vítima.
Ainda conforme o MP, os criminosos ainda tentaram acertar uma testemunha do crime. O crime teria sido motivado pelas constantes denúncias feitas por Neto com relação aos homícidios não solucionados na região.
Crimes
O radialista Rodrigo Neto foi morto com cinco tiros no dia 8 de março, em Ipatinga. Trinta e sete dias após a morte de Neto, o fotógrafo freelancer Walgney Assis Carvalho foi assassinado em um pesque-pague da cidade.















