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Comerciantes entregam objetos comprados de diarista suspeita de matar casal de idosos em BH

Relógios e tênis roubados da casa das vítimas foram apreendidos pela Polícia Civil e serão devolvidos aos familiares após os procedimentos legais

Minas Gerais|Raquel Penaforte, da RECORD Minas

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Após os procedimentos legais, os bens serão devolvidos aos familiares das vítimas
Após os procedimentos legais, os bens serão devolvidos aos familiares das vítimas RECORD Minas/ Reprodução

Objetos roubados da casa do casal de idosos assassinado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, começaram a ser recuperados pela Polícia Civil. Nesta terça-feira (7), dois comerciantes compareceram ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio, acompanhados de advogados, para entregar relógios e tênis que haviam comprado da diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos. Após os procedimentos legais, os bens serão devolvidos aos familiares das vítimas.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, os dois homens foram ouvidos pela autoridade policial e entregaram os materiais comprados, entre eles relógios e tênis que, de acordo com as investigações, pertenciam ao casal. Os objetos foram apreendidos e, após a conclusão dos procedimentos legais, serão restituídos aos familiares das vítimas.

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Além disso, a Polícia Civil realizará nesta quarta-feira (8) a reconstituição do crime. A faca usada no crime, com vestígios de sangue, foi encontrada na casa das vítimas.

Relembre o caso

Na tarde do dia 30 de junho, um casal de idosos foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde, de 75 anos, foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.

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Cláudio Atala Inácio, de 76, foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões. Nos corpos, foram constatadas em um primeiro momento 24 perfurações, mas em depoimento, a suspeita afirmou que desferiu pelo menos 40 golpes.

Além disso, em depoimento, a suspeita teria admitido que dopou o casal com uma mistura de remédios usados em tratamento para depressão. Posteriormente, os adicionou a um suco. De acordo com o delegado Gustavo Bartella, após os idosos começarem a passar mal e perderem os sentidos, ela iniciou os ataques com uma faca que estava na residência.

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Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijóias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.

Imagens de câmera de segurança flagraram a suspeita, Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, entrando no prédio com uma vestimenta e saindo usando peças de Maria Clotilde, de acordo com informações do sobrinho, Henrique Maciel.

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A mulher foi presa em um hotel na madrugada desta quinta-feira (2), na cidade de Itabira, região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho de seis anos. A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando a possibilidade da mulher ter tido ajuda de mais uma pessoa para cometer o crime.

O que diz a defesa

A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.

No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.

As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.

Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.

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