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‘Não é a Paola que eu conheço’, diz primo que indicou diarista para casal morto em BH

Parente das vítimas disse que a acusada já havia revelado supostas dívidas com agiotas e que estava se medicando com tarja preta

Minas Gerais|Arnon Gonçalves, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Paola Stephany Neto Cirino, diarista, foi presa suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte.
  • O crime ocorreu no primeiro dia de trabalho de Paola, que estava enfrentando problemas financeiros e de saúde mental.
  • Os idosos foram encontrados mortos em casa com múltiplas facadas, e a suspeita admitiu ter dopado as vítimas.
  • Imagens de segurança mostraram Paola saindo com roupas da vítima, e a polícia investiga a possibilidade de cúmplices.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paola estava no primeiro dia de trabalho na casa Notícias ao Minuto

O primo que indicou a diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, para trabalhar na residência do casal encontrado morto no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, disse que ainda não consegue acreditar no que aconteceu. O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortos a facadas no dia 30 de junho, e Paola foi presa nesta quinta-feira (02), suspeita do crime.

Paola estava no primeiro dia de trabalho na casa das vítimas, quando ocorreu o crime. O primo do casal, que indicou para Cláudio a diarista, conta que percebeu que a mulher estava com problemas de dívidas em abril deste ano, quando ela falou que estava sendo ameaçada de morte por um agiota e que temia pela segurança do filho também.


Ele disse que pagou R$5 mil para ajudar Paola e recomendou que ela fosse à delegacia fazer uma denúncia sobre essas ameaças. Depois disso, ele fala que a diarista voltou mudada. “Começou a demonstrar alguns desvios de comportamento e atitudes, e começou a tomar muito remédio, falava que tomou não sei quantos”, conta.

Segundo ele, a última mensagem entre os dois foi na semana passada. “Falei ‘Paola, você está exagerando tomando isso sem prescrição médica, você vai ter uma parada cardiorrespiratória a qualquer momento. Aí ela mandou uma foto com um tanto de remédio que não sei onde ela conseguiu ou através de quem, não sei se ela comprava receitas. Eram todos tarja preta”.


Na mesma semana, Cláudio teria ligado para ele pedindo o contato de Paola, que ele já havia indicado para trabalhar na residência do casal, e ele passou. O primo da vítima conta que o advogado era muito alegre e nunca o viu ter desavenças com outras pessoas, e também não acreditou no que aconteceu pelo tempo que conviveu com Paola.

“Hoje eu fiquei estarrecido de ver que ela confessou o crime, não é a Paola que eu conheço. Para mim, ela foi excelente [no trabalho de diarista]. Custo a crer que ela tenha tido esse surto que ela falou que teve”, desabafou.


A acusada foi presa pela Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (2), na cidade de Itabira, região Central de Minas Gerais. Novos detalhes revelados pela investigação ajudam a traçar o perfil da mulher e apontam para possíveis motivações do crime.

Relembre o caso

Na tarde do dia 30 de junho, um casal de idosos foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde, de 75 anos, foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.


Cláudio Atala Inácio, de 76, foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões. Nos corpos, foram constatadas em um primeiro momento 24 perfurações, mas em depoimento, a suspeita afirmou que desferiu pelo menos 40 golpes.

Além disso, em depoimento, a suspeita teria admitido que dopou o casal com uma mistura de remédios usados em tratamento para depressão. Posteriormente, os adicionou a um suco. De acordo com o delegado Gustavo Bartella, após os idosos começarem a passar mal e perderem os sentidos, ela iniciou os ataques com uma faca que estava na residência.

Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijóias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.

Imagens de câmera de segurança flagraram a suspeita, Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, entrando no prédio com uma vestimenta e saindo usando peças de Maria Clotilde, de acordo com informações do sobrinho, Henrique Maciel.

A mulher foi presa em um hotel na madrugada desta quinta-feira (2), na cidade de Itabira, região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho de seis anos. A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando a possibilidade da mulher ter tido ajuda de mais uma pessoa para cometer o crime.

O que diz a defesa

A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.

No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.

As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.

Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.

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