Diarista pode ter fugido com ajuda de comparsa após matar casal em BH, diz polícia
Investigação aponta que a suspeita deixou o condomínio em um carro de alto padrão conduzido por outra pessoa
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
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A Polícia Civil de Minas Gerais passou a investigar a possível participação de um comparsa na morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, assassinados dentro do apartamento onde moravam, em um condomínio de alto padrão no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (1º), os investigadores afirmaram que a principal suspeita, uma diarista de 30 anos, pode ter recebido apoio para fugir após o crime.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, embora as imagens mostrem a mulher agindo sozinha dentro do prédio, há indícios de que outra pessoa a aguardava do lado de fora.
“Ela sai com diversas sacolas e vai em busca do que a gente acredita que possa ser uma pessoa que estava lhe dando apoio numa fuga”, afirmou.
A identidade desse possível comparsa ainda é investigada.
Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia.
Celulares foram recuperados
Outro avanço anunciado durante a coletiva foi a recuperação de dois celulares das vítimas. Os aparelhos foram encontrados nesta terça-feira (1º), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, a principal hipótese é que quem estava com os celulares tenha decidido abandoná-los após a ampla repercussão do caso.
“Acreditamos que, com a repercussão e a divulgação do crime, a pessoa que estava com os aparelhos resolveu descartá-los. Recebemos uma denúncia e conseguimos localizá-los”, informou o delegado.
Objetos podem ter sido negociados no Centro de BH
As investigações apontam ainda que, depois de deixar o condomínio, a suspeita seguiu para a região central de Belo Horizonte, onde teria iniciado negociações para vender parte dos objetos roubados.
Suspeita tomou banho e trocou de roupa
Ainda conforme a investigação, a mulher permaneceu no apartamento por várias horas após os assassinatos. Durante esse período, ela tomou banho, trocou de roupa e tentou eliminar vestígios antes de fugir.
“As imagens mostram que ela entra usando uma roupa e sai com outra completamente diferente”, destacou o delegado.
As câmeras de segurança registraram a suspeita deixando o condomínio carregando diversas sacolas com joias, relógios, celulares e outros objetos das vítimas.
Blusa com sangue e caixas de relógios foram encontradas
Durante as buscas, a Polícia Civil localizou uma blusa de gola alta com aparentes manchas de sangue descartada em uma caçamba de entulho nas proximidades do condomínio.
No mesmo local, também foram encontrados pedaços de caixas de relógios, posteriormente reconhecidos pelo filho do casal como pertencentes aos pais.
Investigações continuam
A Polícia Civil pretende solicitar à Justiça um mandado de prisão preventiva contra ela, uma vez que não foi realizada a prisão em flagrante.
O paradeiro da mulher e do filho dela segue desconhecido. Uma das hipóteses investigadas é que ela tenha deixado Minas Gerais em direção ao Espírito Santo. Segundo a tia da suspeita, antes de desaparecer, a diarista entrou em contato com parentes e disse apenas que havia cometido “uma grande besteira”. Emocionada, a tia fez um apelo para que ela se entregue às autoridades.
Enquanto isso, a polícia continua as diligências para localizar a suspeita e recuperar os objetos roubados do casal.
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