Minas Gerais Contaminação em cerveja da Backer vem desde o início de 2019, diz Mapa

Contaminação em cerveja da Backer vem desde o início de 2019, diz Mapa

Relatório do Ministério da Agricultura destaca que a intoxicação não foi pontual e que teria ocorrido por diversas vezes desde o início de 2019

Contaminação já vinha ocorrendo desde 2019

Contaminação já vinha ocorrendo desde 2019

Divulgação / MPMG / André Lanna

Um relatório feito pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmou que a contaminação por cerveja da Backer vinha ocorrendo desde o início de 2019. O documento, que comprova a irregularidade, foi divulgado nesta terça-feira (4).

Segundo o relatório, a confirmação da intoxicação pelas substâncias monodietilenoglicol e dietilenoglicol "afastam a possibilidade deste ser um evento isolado no histórico de produção da cervejaria". Ainda segundo o material, as substâncias não são produzidas em condições normais de processo de fabricação da bebida. 

O relatório divulgou que a cervejaria adotou práticas irresponsáveis ao utilizar líquidos que auxiliam na refrigeração da cerveja de forma excessiva. O material apontou, ainda, que a empresa possui diversas falhas no sistema de controle de gestão interna, apresentando informações incompletas nos relatórios de produção da bebida. 

Investigação

Nesta terça-feira (4), o Ministério Público de Minas Gerais, em operação conjunta com a Polícia Civil, recolheram mais de 1.000 documentos durante operação de busca e apreensão na sede da cervejaria, localizada no bairro Olhos D´água, na região Oeste de BH.

O MP relevou que havia indícios de que a cervejaria Backer tinha conhecimento sobre o vazamento de produtos quimicos na bebida. Segundo a promotora de Justiça, Vanessa Fusco, a data de alguns dos documentos coletados na empresa coincide com o período em que os consumidores foram intoxicados e morreram ao consumir a bebida da Backer. 

*Estagiário do R7 sob supervisão de Lucas Pavanelli

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