Minas Gerais CPI aprova quebra de sigilo bancário de diretor da BHTrans

CPI aprova quebra de sigilo bancário de diretor da BHTrans

Daniel Marx Couto e mais 6 pessoas terão os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados; CPI intimou representantes de empresas

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

Couto foi afastado da BHTrans no fim de junho

Couto foi afastado da BHTrans no fim de junho

Reprodução / Redes sociais

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a atuação da BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) na gestão do transporte público da capital mineira aprovou, nesta quarta-feira (4), a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sete envolvidos em supostas irregularidades no órgão.

A ação, proposta pelo vereador Gabriel Azevedo (sem partido), presidente da comissão, inclui Daniel Marx Couto, diretor de Planejamento e Informação da BHTrans que foi afastado no fim de junho após a empresa iniciar uma investigação sobre uma auditoria realizada por amostragem em 2018.

O requerimento também pede a quebra dos sigilos de funcionários e ex-funcionários da BHTrans, responsáveis por concorrências das linhas de transporte público da capital e de um representante da Maciel Consultores, responsável pela auditoria em questão.

Novos depoimentos

Os vereadores aprovaram a convocação do diretor afastado da BHTrans, Daniel Marx Couto, de dois funcionários da empresa envolvidos em concorrências públicas e de Roger Maciel Oliveira, responsável técnico da Maciel Consultores. Eles deverão prestar informações pessoalmente no dia 19 de agosto, na condição de testemunhas.

Também foram convocados os representantes das empresas Valadarense de Transportes Coletivos, Trancid e do consórcio Via Urbana-Praiamar, que serão ouvidos também no dia 19 de agosto.

O ex e o atual presidente da Transfácil, consórcio de empresas que opera o transporte coletivo da capital mineira, Renaldo de Carvalho Moura e Ralison Guimarães de Andrade, foram intimados a depor no dia 25 de agosto.

A comissão também intimou, na condição de testemunha, uma motorista do sistema de transporte suplementar de Belo Horizonte para prestar mais informações. A categoria pede para que a CPI também apure os contratos das linhas suplementares.

De acordo com o vereador Gabriel Azevedo, anunciou que, nesta quinta-feira (5), será fechada uma parceria entre a Câmara Municipal, o Ministério Público de Contas, o Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil. O objetivo é a criação de uma força tarefa para investigar as possíveis irregularidades.

— Estamos falando de uma investigação criminal, de uma quadrilha com pessoas que têm lesado os cidadãos de Belo Horizonte. A "caixa-preta" da BHTrans está se revelando um verdadeiro buraco negro.

A reportagem tenta contato com a defesa dos citados.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

Últimas