Logo R7.com
RecordPlus

Descaso: leitos pediátricos são abandonados em galpão de hospital da Grande BH

O material está guardado em um galpão do hospital público Cristiano Machado

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

  • Google News
As imagens foram feitas pelo Sind-Saúde/MG
As imagens foram feitas pelo Sind-Saúde/MG

Camas e colchões hospitalares novos foram encontrados abandonados no galpão do Hospital Público Cristiano Machado, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte.

As imagens que mostram o material foram feitas pelo Sind-Saúde/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais). Segundo a diretora do Sindicato, Neuza Freitas, a direção da unidade de saúde já foi procurada para esclarecer o caso, porém não se pronunciou. Ela diz que vai levar as denúncias ao Ministério Público.


— Estaremos encaminhado para o Ministério Público e também para a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa para que tomem as devidas providências, já que a direção do hospital não se pronunciou.

De acordo com funcionários do hospital, as novas camas chegaram há cerca de oito meses e não atendem a demanda do local, porque são pediátricas e a unidade de saúde interna apenas adultos. Uma técnica em enfermagem, que não quis se identificar, diz que são quase 60 novos leitos e que eles seriam usados para substituir os atuais, que têm cerca de dez anos.


— São camas velhas, enferrujadas... Nós precisamos de um leito que atenda a necessidade do nosso paciente.

Leia mais notícias no R7 MG


E enquanto os leitos pediátricos se perdem com a ação do tempo, os pais de Luiz Henrique, de sete anos, torcem para conseguir uma cama melhor para o filho que teve paralisia cerebral e ficou com várias sequelas.

A cama ideal, segundo o pai de Luiz, Leonardo Rodrigues, deve ter grades de proteção nas laterais. O leito custa cerca de R$10.000 e eles não tem condições de comprar.


— O Governo compra bastante e deixa jogado. Para o Luiz era necessário uma cama mais confortável.

Segundo a direção do Hospital, as camas custaram R$100 mil e estão guardadas para serem enviadas a um hospital da Fhemig (Fundação Hospital do Estado de Minas Gerais) em Barbacena, no interior do Estado, mas não foi informado quando tudo isso vai ser feito.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.