Juiz afastado após beber vinho e fumar em sessão recebeu R$ 83 mil líquidos e seguirá com salário
Milton Lívio Lemos Salles continuará recebendo os vencimentos durante a apuração sigilosa sobre a conduta
Minas Gerais|Cler Santos, do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado após ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento, recebeu R$ 83.583,55 líquidos em junho de 2026. Mesmo fora das funções, o magistrado continuará recebendo os vencimentos enquanto tramita o procedimento administrativo instaurado para apurar a conduta dele.
O valor consta no detalhamento da folha de pagamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e corresponde à remuneração líquida registrada naquele mês. A quantia pode variar conforme descontos e outros componentes incluídos na folha.
Segundo o TJMG, a investigação é sigilosa e não há prazo informado para a conclusão. O procedimento deverá verificar uma eventual falta funcional e observar as regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre elas a Resolução nº 135/2011, que regulamenta os processos administrativos disciplinares envolvendo magistrados.
Em nota, o tribunal explicou que Milton Lívio permanecerá recebendo os vencimentos durante a tramitação do processo, conforme determina a legislação aplicável. A remuneração dos magistrados pode ser consultada no Portal da Transparência do TJMG.
O juiz foi afastado na terça-feira (11) pela Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e pelo CNJ. Ele atua como juiz de direito auxiliar de segundo grau no 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na segunda instância do tribunal, e é titular da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte há 17 anos.
As imagens que motivaram a apuração mostram o magistrado bebendo vinho durante uma sessão realizada por videoconferência. Em outro momento, ele acende um cigarro com um maçarico e fuma enquanto participa do julgamento.
Com o afastamento, os processos que estavam sob a relatoria de Milton Lívio serão redistribuídos. Um magistrado de primeiro grau deverá ser convocado para substituí-lo. O juiz também está impedido de entrar nas instalações do TJMG para fins funcionais e de utilizar veículos oficiais.
A investigação seguirá sob sigilo até a conclusão do procedimento administrativo.
Veja a nota do TJMG na íntegra
“O procedimento administrativo instaurado no TJMG poderá apurar eventual falta funcional e deverá observar os ritos estabelecidos pelas normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Resolução nº 135/2011 do CNJ estabelece regras uniformes para a tramitação de procedimentos administrativos disciplinares (PADs) envolvendo magistrados em todo o país, incluindo etapas, prazos e penalidades aplicáveis.
Durante a tramitação do procedimento, o magistrado permanece recebendo os vencimentos correspondentes, conforme previsto na legislação aplicável.”
Veja o vídeo
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

















