DJ acusado de atacar ex e tentar arrancar útero da vítima vai a júri popular em BH
Kassio Fernando dos Santos Ragazzi é acusado de tentativa de feminicídio contra ex-namorada; Justiça manteve prisão preventiva
Minas Gerais|Amanda Aamaral e Janaína Machado, da RECORD Minas
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O DJ Kassio Fernando dos Santos Ragazzi será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (15) pela tentativa de feminicídio da ex-namorada de 22 anos em Belo Horizonte. A vítima foi brutalmente agredida dentro de casa e sofreu graves ferimentos na região genital durante o ataque, ocorrido em julho de 2024.
Na decisão de pronúncia, a Justiça acolheu a denúncia do Ministério Público e determinou que Kassio seja submetido a julgamento popular por tentativa de homicídio qualificado. Foram mantidas as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, em contexto de violência doméstica.
A prisão preventiva do acusado também foi mantida. Na decisão, a Justiça considerou, entre outros pontos, a gravidade da conduta atribuída a Kassio e apontou, em análise preliminar, um comportamento “possessivo, ameaçador e opressor”. As medidas protetivas concedidas à vítima também foram mantidas.
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada de 30 de julho de 2024, no bairro Jardim Felicidade, na região Norte de Belo Horizonte. A vítima e Kassio tiveram um relacionamento amoroso antes do ataque.
Segundo a denúncia, o acusado não teria aceitado o fim do relacionamento e invadiu a casa da ex-companheira durante a madrugada. Ele teria ido ao imóvel com a intenção de manter relação sexual com ela. Diante da recusa da vítima, conforme a acusação, Kassio passou a agredi-la.
A mulher teria sido imobilizada contra uma parede e sofrido uma sequência de agressões. De acordo com o processo, Kassio teria dado socos e mordidas e batido várias vezes a cabeça da vítima contra a parede.
Ainda segundo a denúncia, com a vítima já ferida e imobilizada, o acusado introduziu violentamente a mão na vagina dela, provocando graves lesões e intenso sangramento. A vítima relatou durante a investigação ter tido a impressão de que o agressor tentava arrancar o útero dela.
Durante o ataque, conforme o relato da vítima registrado no processo, Kassio teria dito: “Se você não for minha, não será de mais ninguém”.
Depois das agressões, o acusado teria deixado o imóvel sem prestar socorro. Jenifer permaneceu na residência com intenso sangramento e à beira da inconsciência.
A filha da vítima, que tinha 3 anos na época, também estava na residência. Segundo a Polícia Civil informou durante as investigações, a criança estava em outro cômodo e permaneceu em silêncio durante o ataque.
A perícia encontrou grande quantidade de sangue no imóvel. Exames, prontuários médicos, boletins de ocorrência e outros elementos reunidos durante a investigação foram utilizados no processo para demonstrar a materialidade das agressões.
Kassio foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. A prisão foi convertida em preventiva em 1º de agosto de 2024. Durante a investigação, ele negou ter cometido o abuso sexual e alegou que havia ocorrido uma briga entre ele e a ex-companheira.
Ao decidir que o acusado deve enfrentar o júri popular, a Justiça destacou que existem indícios suficientes de autoria e provas da materialidade do crime. Caberá agora aos jurados analisar as acusações e decidir se Kassio é culpado ou inocente.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















