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Doenças respiratórias em alta: saiba quando levar a criança ao hospital

Hospital referência em pediatria em Belo Horizonte registrou um salto de 65% na procura por pronto atendimento

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aumenta a procura por atendimento pediátrico no Hospital Infantil João Paulo II em Belo Horizonte, com um salto de 65%.
  • O outono traz um aumento nos casos de doenças respiratórias, favorecidos pelo clima seco e queda das temperaturas.
  • Os pais devem ficar atentos a sinais que indicam necessidade de atendimento médico, especialmente em bebês e crianças com comorbidades.
  • O hospital reforçou sua equipe e infraestrutura para lidar com o aumento da demanda e destacou a importância da prevenção, incluindo vacinação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casos mais graves costumam afetar bebês menores de três meses, cujo sistema imune ainda está em desenvolvimento Arquivo/Agência Brasil

A chegada do outono trouxe um alerta crítico para a saúde infantil em Minas Gerais. O Hospital Infantil João Paulo II, referência em pediatria em Belo Horizonte, registrou um salto de 65% na procura por pronto atendimento e um crescimento de 38% no número de internações.

O cenário é impulsionado pela queda das temperaturas e pelo clima seco, que favorecem a circulação de centenas de vírus respiratórios entre os meses de março e junho.


O pediatra emergencista do hospital, Dr. Gabriel Haddad, explica que o aumento é sazonal, mas exige atenção redobrada. “Todos os anos a gente vive essas sazonalidades das doenças respiratórias e nos meses de março a junho, principalmente, os vírus respiratórios se espalham mais e a gente tem esse pico das doenças respiratórias”, afirmou o médico.

Sinais de alerta: Quando procurar o hospital?

Em entrevista, o pediatra emergencista Dr. Gabriel Haddad explicou que a maioria das infecções é autolimitada e pode ser tratada em casa com repouso, hidratação e lavagem nasal. No entanto, os pais devem estar atentos aos sinais de alarme que indicam a necessidade de atendimento médico imediato:


  • Prostração: Criança muito “caidinha” ou apática, mesmo quando não está com febre.
  • Recusa de líquidos: Risco de desidratação.
  • Dificuldade para respirar: Batimento de asa de nariz ou afundamento da região do pescoço e das costelas ao respirar.
  • Desidratação: Choro sem lágrima, olhos fundos e redução na quantidade de xixi.
  • Febre persistente: Febre que dura mais de três dias.

Grupos de risco e cenário estadual

Os casos mais graves costumam afetar bebês menores de três meses, cujo sistema imune ainda está em desenvolvimento, e crianças com comorbidades, como asma, diabetes ou fibrose cística.

A situação de sobrecarga não é isolada. Em todo o estado de Minas Gerais, já foram contabilizados mais de 6 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) este ano. Diante do avanço das doenças, a prefeitura de Contagem decretou situação de emergência em saúde nesta semana.


Reforço no atendimento e prevenção

Para suportar o aumento da demanda, o Hospital João Paulo II reforçou sua equipe com a contratação de 150 novos profissionais e ampliou a infraestrutura com a abertura de 7 leitos de UTI, 9 leitos de enfermaria e duas novas salas de pronto atendimento.

O Dr. Haddad reforça que a prevenção é o melhor caminho. Além da higiene das mãos e do uso de máscaras por adultos sintomáticos, a vacinação é fundamental. Estão disponíveis nas unidades básicas de saúde:

  • Vacinas contra Influenza (para crianças até 6 anos) e COVID-19.
  • Vacina contra bronquiolite para gestantes (a partir de 28 semanas), que protege o bebê nos primeiros seis meses de vida.
  • Anticorpo direto para bebês prematuros ou com comorbidades específicas.
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