UTI neonatal do Odilon Behrens, em BH, registra três casos suspeitos de superbactéria
Bebês estão sob monitoramento e hospital adota medidas de contenção enquanto infecções são investigadas
Minas Gerais|Rosildo Mendes, da RECORD MINAS
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A Secretária Municipal de Saúde de Belo Horizonte investiga três casos suspeitos de crianças que estariam infectadas por uma superbactéria na UTI Neonatal do Hospital Metropolitano Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, região Noroeste de Belo Horizonte. Segundo familiares de uma das crianças internadas, a menina nasceu prematura, com sete meses de gestação, e está internada na unidade de saúde desde o nascimento. A família informou que três bebês teriam contraído a bactéria Klebsiella pneumoniae dentro da unidade. Ainda conforme o relato, a situação levou à interdição da UTI neonatal na tarde desta quarta-feira (15).
Ainda de acordo com familiares de uma das crianças hospitalizada, a menina, de apenas um mês de vida, estaria temporariamente impedida de passar por uma cirurgia cardíaca considerada necessária.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que foram notificados, até o momento, três casos suspeitos de infecção por bactéria multirresistente na UTI Neonatal do hospital.
Segundo o órgão, o caso está sendo acompanhado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e Epidemiologia (SCIHE) do próprio hospital.
A secretaria destacou que, após a identificação dos casos, foram adotadas medidas imediatas de contenção, como isolamento dos pacientes, precauções de contato e reforço nas rotinas de limpeza.
Ainda de acordo com a pasta, os casos estão restritos à UTI neonatal, sem registro de disseminação para outras áreas do hospital.
Sobre a situação da bebê, a Secretaria esclareceu que não há impedimento definitivo para a realização da cirurgia cardíaca. A suspensão momentânea do procedimento segue protocolos médicos para garantir a segurança da paciente.
Em relação a dois óbitos registrados na unidade, a Secretaria informou que um deles não tem relação com infecção bacteriana, enquanto o outro segue sob investigação.
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