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Eletricista cai de moto e espera ambulância por duas horas com perna quebrada

Prefeitura de Ibirité alegou que não tem ambulância do Samu

Minas Gerais|Do R7

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Vítima reclama de descaso
Vítima reclama de descaso

As lágrimas do eletricista não são de dor, mas de revolta pelo descaso. Uilton Caetano quebrou a perna ao cair de moto e esperou duas horas pelo resgate em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, urrando de dor no asfalto. 

— Eu me senti um lixo. Tantas pessoas que passam por isso e não têm ajuda. 


Ele voltava para casa, depois do trabalho, quando se assustou com uma mulher que corria para atravessar a rua. A moto derrapou e caiu sobre a perna do eletricista, que teve o membro retorcido e ficou à espera de socorro. 

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Um motorista ligou seis vezes para o Samu, mas ninguém apareceu. A vítima só foi socorrida por uma viatura do Corpo de Bombeiros. A mulher dele, Liliana Evangelista Caetano, denuncia que uma ambulância se negou a prestar socorro. 


— Nesse intervalo passou uma viatura do Samu, ele [motorista] falou que não tinha a prancha [para imobilização] e foi embora. 

O cunhado de Uilton Caetano gravou o resgate e pretende usar as imagens em um processo contra o governo. Humberto de Souza reclama do serviço.


— A gente estava impotente, não podia fazer nada. Era só esperar uma ajuda e ninguém sabia a hora em que ia chegar. 

Segundo a Prefeitura de Ibirité, a cidade não tem ambulância do Samu e depende da disponibilidade dos veículos de Contagem. Apenas cidades com 500 mil habitantes têm direito a ambulância própria, mas o município tem 180 mil. Como não tem Corpo de Bombeiros, Ibirité depende do atendimento dos batalhões de Belo Horizonte, o que atrasa atendimentos. 

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