Empresário suspeito de vacinação clandestina recebe dose em posto
Rômulo Lessa, dono de empresa no setor de transportes, foi vacinado oficialmente em um drive-thru, em Belo Horizonte
Minas Gerais|Garcia Júnior, da Record TV Minas

Suspeito de organizar a vacinação clandestina em uma garagem de ônibus em Belo Horizonte, o empresário Rômulo Lessa foi até um posto oficial de imunização, nesta sexta-feira (9), para receber uma dose do imunizante contra a covid-19.
Conforme registrado pela reportagem, Lessa chegou de carro em um drive-thru montado pela prefeitura no campus da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), no bairro São Luiz, na região da Pampulha.
Em depoimento à Polícia Federal, Lessa confirmou que comprou o medicamento da falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, temendo por sua saúde após passar por uma cirurgia.
No entanto, existe a possibilidade de que os medicamentos vendidos e aplicados por Cláudia sejam falsos. Duas pessoas que também teriam sido vacinadas por elas entregaram aos investigadores testes feitos em laboratórios particulares apontando não estarem imunes para a covid-19.
Centenas de pessoas teriam fechado negócio com a suspeita, que na verdade é cuidadora de idosos. Seria cobrado o valor de R$ 600 por pessoa.
Investigação
Rômulo e seu irmão Robson seriam os responsáveis pela compra de supostas vacinas contra a doença em uma garagem de ônibus no mês passado. O caso foi divulgado em março pela revista Piauí. Em depoimento à Polícia Federal, os irmãos confirmaram que adquiriram os supostos imunizantes.
A falsa enfermeira responsável pela aplicação. Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, foi presa no dia 30 de março e solta quatro dias depois. Na casa dela, foram encontrados frascos contendo soro fisiológico.
O lucro com a vacinação teria financiado até mesmo a compra de um carro de quase R$ 60 mil. Além da falsa enfermeira, o filho e o genro dela foram indiciados no processo.















