Empresas são alvos de operação da PF na Grande BH
Ações fazem parta da segunda fase da operação Amphíbia, que investigou desvio de verbas da Secretaria de Estado de Saúde
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com RecordTV Minas

A PF (Policia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão em empresas na Grande BH, na manhã desta sexta-feira (15), na segunda fase da operação Amphíbia, que investiga um esquema de desvio de verbas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Além da PF, a operação teve apoio da Controladoria Regional da União no Estado de Minas Gerais e da Receita Federal. Mandados foram cumpridos no bairro Camargos, na região Oeste de Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana.
Na primeira fase, a polícia apurou indícios de fraudes na contratação de serviços para realização de eventos relacionados ao combate do mosquito Aedes aegypti no Estado. A investigação teve origem a partir de um relatório da CGU (Controladoria Geral da União) que apontou deficiências na distribuição de recursos e não alcance de metas no combate ao mosquito.
A PF informou que a nova fase segue em segredo de Justiça. Procurada, a Ses (Secretaria de Estado de Saúde) informou que o Governo fez auditorias nos contratos assinados na gestão anterior e que, assim que percebida suspeitas, a Controladoria Geral do Estado foi acionada e uma sindicância instaurada. Ainda segundo a Pasta, os eventos previstos nos contratos foram suspensos e o caso está à disposição das autoridades para esclarecimento dos fatos.
Confira a nota na íntegra:
“Em relação operação Amphíbia, da Polícia Federal, esclarecemos que ações da área de publicidade não são objeto de investigação, ao contrário do que noticiaram alguns veículos de imprensa. O contrato da citada empresa é voltado exclusivamente à organização de eventos.
O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e da Controladoria Geral do Estado (CGE), informa que iniciou em outubro de 2015, ainda no primeiro ano da atual gestão, auditoria do contrato com a SP Serviços Promocionais, Turismo e Eventos Ltda celebrado na gestão anterior, em 11 de junho de 2012. Tão logo suspeitas de irregularidades foram sendo levantadas, iniciaram-se as apurações pela SES, que acionou também a CGE.
Portanto, partiu da atual gestão do Governo de Minas Gerais a abertura das investigações sobre as suspeitas que vinham acontecendo internamente na SES. A CGE, por sua vez, instaurou uma sindicância. Atualmente, o relatório está concluído pela CGE e foi instaurada sindicância pela corregedoria.
A Secretaria de Estado da Saúde suspendeu todos os eventos previstos no contrato tão logo constatou as irregularidades. Cabe agora às autoridades competentes darem prosseguimento às investigações e esclarecer os fatos.”















