Especialista não acredita em transferência do goleiro Bruno para a Apac
Em janeiro deste ano, a defesa do atleta entrou com um pedido de transferência
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Desde janeiro deste ano, a defesa do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza tenta transferi-lo para a Apac (Associação de Proteção e Assistência a Condenados) de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Atualmente, o atleta cumpre pena na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, também na Grande BH.
No entanto, o advogado criminalista Enir Lemos acredita que o goleiro não conseguirá uma vaga na instituição, que é uma fundação privada que possui convênio com o Estado e funciona de maneira diferenciada em relação aos presídios tradicionais.
— Lá eles trabalham e estudam e têm as regras da Apac que eles têm que cumprir, até com uma finalidade religiosa. E a diferença é que lá não existem armas, nem carcereiros. Eles é que ficam com as chaves das celas.
Lemos afirma ainda que, geralmente, a Apac recebe detentos que não foram condenados por crimes hediondos como foi o caso do goleiro Bruno. Ele cumpre uma pena de 22 anos e três meses pela morte e ocultação de cadáver da ex-modelo Eliza Samudio, com quem teve um filho.
— Ele não vai conseguir entrar na Apac. Mesmo que ele comprove que dentro do sistema prisional em que ele se encontra, ou seja, que ele está ressocializado ou professa uma religião, mas ele não se enquadra no sistema da Apac.
Outra transferência
Em junho do ano passado, o goleiro Bruno Fernandes foi transferido da Penitenciária Nelson Hungria para o presídio de Francisco Sá, no norte de Minas. Na época, a intenção da defesa era conseguir uma autorização de trabalho externo para o atleta, que era contratado do Montes Claros Futebol Clube. No entanto, o pedido foi negado e, em novembro do ano passado, ele foi transferido de volta para Contagem.















