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Especialistas contam como identificar relacionamentos abusivos

Série da Record TV Minas mostra como funciona o  “ciclo da violência doméstica” e como vítimas podem reconhecê-lo

Minas Gerais|Shirley Barroso, Da RecordTV Minas

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"Ciclo da violência doméstica" tem três fases
"Ciclo da violência doméstica" tem três fases

Especialistas apontam que, em uma relação afetiva, é possível identificar padrões que levam à violência contra a mulher. Chamado de “ciclo da violência doméstica”, esse comportamento abusivo apresenta três fases: tensão, agressão e arrependimento. O reconhecimento das fases iniciais pode ser crucial para a prevenção de casos graves e até mesmo de feminicídios.

O primeiro estágio, chamado de tensão, pode ser percebido quando o agressor se mostra irritado, humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos. O ato de violência é a segunda fase do ciclo: o agressor explode, perde o controle e agride a vítima. A fase três é o arrependimento e comportamento carinhoso. O casal volta à fase de "lua de mel", mas não demora muito para retornar ao período de tensão.


"O fato de ter sofrido violência não faz uma mulher, da noite para o dia, deixar de ter sentimentos por esse homem, que pode ser o pai dos filhos dela, um irmão, um namorado. É muito complexa essa situação", explica a promotora Patricia Habkouk.

Especialistas e autoridades destacam que a violência doméstica não é apenas física. "A violência psicológica, tão invisibilizada, é realmente um fator muito presente em relações abusivas. As mulheres vão recebendo críticas, vão sendo ofendidas e vão perdendo a própria força e autoestima. Há uma comparação que diz que é como uma infiltração em um edifício: ela vai se espalhando sem que a mulher se dê conta e, quando ela percebe, desaba", aponta Patricia.


Muitas vezes, a vítima não tem com quem contar para conseguir sair do relacionamento abusivo. Além disso, embora estatísticas demonstrem que há mais denúncias de casos de agressão contra mulheres das chamadas classes populares, as mulheres de classe média ou média alta também sofrem com a violência física e psicológica. Geralmente, por terem mais condições financeiras, ao invés de procurar uma delegacia elas recorrem à terapia ou dividem seus problemas com amigas.

Diante desse cenário, diversas mulheres que conseguiram romper com o ciclo da violência doméstica ajudam outras vítimas que sofrem com os companheiros. “Se eu tivesse alguém para poder fazer por mim o que eu eu tento fazer por essas mulheres, eu estaria mais forte. Hoje, se a mulher quiser, ela consegue buscar força e dizer não a esse relacionamento, mas pra isso ela tem que ter pessoas para acreditarem nela e apoiarem”, conclui a agente comunitária Ivone Nicolao.

Confira o terceiro episódio da série Covardia que Mata:

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