Minas Gerais Ex-número 2 da saúde defendeu vacinação de todos os servidores

Ex-número 2 da saúde defendeu vacinação de todos os servidores

Marcelo Cabral, exonerado em meio a escândalo dos "fura-fila", prestou depoimento na CPI da Assembleia nesta quinta (6)

Marcelo Cabral defendeu imunização de servidores

Marcelo Cabral defendeu imunização de servidores

Reprodução/TV ALMG

O ex-secretário-adjunto da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Marcelo Cabral (Novo), defendeu a vacinação de todos os servidores da pasta contra a covid-19.

Este processo de imunização está sendo investigado pelo Ministério Público e a CPI dos Fura-fila da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, após reportagem publicada pelo R7. Cabral foi ouvido pela CPI nesta quinta-feira (6)

Cabral garantiu que o Plano Nacional de Imunização considera todos os servidores da pasta como trabalhadores da saúde e que, portanto, eles poderiam ser imunizados para manter o funcionamento da secretaria.

De acordo com investigação da CPI, mais de 2 mil servidores, tanto da área central em Belo Horizonte, como do interior do Estado receberam a vacina contra a covid-19. 

— No PNI está expresso que a imunização dos trabalhadores da saúde é um crtério para preservação das forças de saúde para atendimento ao cidadão e prover a saúde à população. Todos os trabalhadores deveriam ser vacinados. O que se deu na SES foi a execução do PNI e o cumprimento da previsão legal. 

Reserva técnica

O secretário não soube responder, no entanto, porque foi utilizada a reserva técnica para imunizar os servidores. Segundo ele, "provavelmente", uma normativa do Ministério da Saúde autoriza o procedimento. No entanto, ele não soube dizer qual norma seria essa.  

— A reserva técnica não sofreu prejuízo, já que cidades que tiveram vacinas perdidas tiveram as doses repostas pela própria reserva técnica.

A reserva técnica é um percentual de 5% do total de vacinas recebidas pelo Estado que fica guardada para cobrir algum tipo de perda, seja em razão de um acidente ou de doses perdidas devido a algum problema, como o de falta de energia, como ocorreu em algumas cidades, principalmente na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Para os deputados da CPI e a área técnica da Assembleia, essa reserva técnica não poderia ser utilizada para vacinar os servidores da saúde de Minas Gerais e que, ao utilizar, isso gerou prejuízos aos 853 municípios do Estado. 

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