Ex-policial acusado de matar jovem na saída de boate é condenado
Nedilson Rocha Andrade atirou 11 vezes contra Herick Viriato Parreiras, que teria derrubado bebida na mulher que acompanhava o ex-PM
Minas Gerais|Clara Mariz, do R7*, com Vinícius Araújo, da Record TV Minas

O ex-policial militar acusado de matar um jovem na porta de uma boate em 2015, foi condenado a 13 anos de prisão por homicídio. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (5), no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.
Inicialmente, Nedilson Rocha Andrade teria que cumprir 13 anos em regime fechado, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu reduzir a pena em um quarto. Dessa forma, o ex-PM foi sentenciado a nove anos e nove meses de prisão e poderá aguardar o julgamento do recurso em liberdade.
O caso demorou cinco anos para ir a júri popular. O crime aconteceu em fevereiro de 2015, em uma casa noturna no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte. No dia Herick Viriato Parreiras, foi assassinado com 11 tiros.
A mãe de Herick, Selma Gomes Parreira, está inconformada com o resultado da audiência. Para ela, o ex-militar foi covarde ao seguir e atirar no filho pelas costas.
— Ele seguiu o meu filho com o revólver, ele já saiu da boate para seguir o meu filho com a intenção de matar ele.
Homicídio
As câmeras de segurança da boate mostram o momento em que a vítima já baleada cai e continua sendo atingida por mais disparos. O crime começou com uma discussão dentro do bar. Segundo testemunhas, o PM discutiu com Herick porque o rapaz teria derramado bebida na mulher que acompanhava Nedilson.
De acordo com a delegada da Polícia Civil, que acompanhou o caso em 2015, Ingrid Estevam, o irmão do jovem pediu desculpas ao militar, pelo acidente.
— O irmão da vítima pediu desculpas ao autor dos disparos, e pediu para que ele não fizesse nada porque eles já estavam indo embora e que não queriam confusão.
As imagens mostram o militar alvejando o jovem, e ameaçando as pessoas que tentavam prestar socorro. Herick chegou a ser levado para uma unidade de saúde próxima ao local, mas não resistiu.
Na época do crime o ex-policial se apresentou na delegacia de homicídios e confessou o crime. Ele alegou legítima defesa e disse que só atirou porque a vítima poderia estar armada.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli















