Logo R7.com
RecordPlus

Família denuncia suposta agressão policial após morte de jovem de 20 anos na Zona da Mata

Ariel passou mal após ser atingido por spray de pimenta; parentes contestam versão da PM

Minas Gerais|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Família de Ariel dos Santos Ferreira denuncia agressão policial durante abordagem em Piedade de Ponte Nova, resultando na morte do jovem.
  • Imagens mostram Ariel sendo atingido por spray de pimenta e caindo no chão com dificuldades para respirar.
  • Família contesta versão da Polícia Militar, que afirma ter prestado socorro imediato; alega que Ariel foi agredido antes de discutir com policiais.
  • Família cobra esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos, e ainda não recebeu o atestado de óbito do jovem.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A PM afirma que Ariel passou a ofender os militares e tentou avançar contra a equipe
A PM afirma que Ariel passou a ofender os militares e tentou avançar contra a equipe Reprodução/RECORD Minas

A família de Ariel dos Santos Ferreira, de 20 anos, denuncia uma suposta agressão policial durante uma abordagem que terminou com a morte do jovem em Piedade de Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, a 214km de BH. O caso aconteceu no dia 11 de setembro. Imagens registradas por testemunhas mostram o rapaz sendo atingido por spray de pimenta e, momentos depois, caído no chão, com dificuldades para respirar.

Segundo a Polícia Militar, os agentes faziam patrulhamento de rotina em uma região conhecida por registros de tráfico de drogas quando decidiram abordar um grupo de homens em atitude suspeita.


A irmã de Ariel, Angel, conta que todos foram revistados e que, em seguida, o irmão foi advertido pelos policiais por uma suposta conduta obscena em via pública. De acordo com ela, o jovem estava urinando em um local afastado da rua e não havia crianças por perto.

A PM afirma que Ariel passou a ofender os militares e tentou avançar contra a equipe. A família, no entanto, apresenta outra versão e alega que o rapaz foi agredido antes de começar a discutir com os policiais.


“O policial bateu na nuca dele. Depois que não estava gravando mais, eu falei: ‘Se você não bateu na cara, você bateu aonde, então?’. Ele falou assim: ‘Foi na nuca que eu bati’”, relatou Angel.

Jovem passou mal após uso de spray de pimenta

Um vídeo registrado durante a abordagem mostra o momento em que um dos policiais aciona um spray de pimenta diretamente no rosto de Ariel. Pouco depois, o jovem cai no asfalto.


Segundo a irmã, o rapaz começou a discutir com os militares após ter sido atingido na nuca. Ela afirma que outro policial se aproximou e utilizou o spray.

Nas imagens gravadas em seguida, Ariel aparece caído, com dificuldades para respirar, enquanto familiares e amigos tentam ajudá-lo.


A irmã também registrou a tentativa de socorro e, durante a gravação, pede desesperadamente que o irmão abra a boca.

Família contesta atendimento prestado pelos policiais

No boletim de ocorrência, a Polícia Militar afirma que os agentes prestaram os primeiros socorros imediatamente e realizaram manobras de reanimação.

Angel, que acompanhou a situação, contesta essa versão. Segundo ela, os policiais não fizeram massagem cardíaca e apenas jogaram água no rosto do irmão e levantaram as pernas dele enquanto estava deitado no chão.

A família também questiona o tempo necessário para o acionamento do socorro e as condições da ambulância que chegou ao local.

Ariel, que trabalhava como ajudante de obras, foi encaminhado a um hospital em Ponte Nova, mas, segundo os relatos apresentados à reportagem, já teria chegado à unidade sem vida.

As circunstâncias da morte e a eventual relação entre a abordagem policial e o óbito ainda precisam ser esclarecidas.

Família afirma que jovem foi sepultado sem certidão de óbito

Além de questionar a conduta dos policiais, Angel relata que ainda não recebeu o atestado de óbito do irmão. Segundo ela, Ariel foi sepultado sem que a família tivesse acesso à certidão de óbito.

A irmã afirma que recebeu a informação de que a documentação não havia sido disponibilizada porque a morte precisava ser investigada.

A família cobra esclarecimentos sobre o que aconteceu durante a abordagem e afirma que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.

“Justiça pelo meu irmão. E eu não vou parar, não vou sossegar, não. Eu vou até o fim”, declarou Angel.

Até o momento, não foram apresentadas informações sobre a conclusão de exames periciais que possam esclarecer a causa da morte.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.