Homem é preso suspeito de usar promessa de óculos gratuitos para aplicar golpes na Grande BH
Suspeito se passava por representante de ONG e coletava dados e biometria facial de pacientes para fazer empréstimos e compras
Minas Gerais| Isabella Guasti, da RECORD Minas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um homem de 61 anos foi preso em flagrante suspeito de usar a promessa de consultas e óculos gratuitos para aplicar golpes em pacientes de uma comunidade terapêutica em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, ele se apresentava como representante de uma organização não governamental (ONG) e proprietário de uma ótica, mas utilizava os dados pessoais das vítimas para realizar operações financeiras sem autorização.
De acordo com os militares, o suspeito estava dentro da instituição cadastrando os pacientes em uma plataforma de crédito on-line e coletando a biometria facial deles. A movimentação chamou a atenção da responsável pela comunidade terapêutica, que desconfiou da situação e acionou a polícia.
Durante a abordagem, os militares entraram em contato com uma empresa de crédito e constataram que já haviam sido realizadas compras em nome de algumas das pessoas atendidas pela instituição.
A suspeita é de que o homem utilizasse os dados e o reconhecimento facial das vítimas para contratar empréstimos e realizar compras fraudulentas.
Suspeito já tinha registros por estelionato
Após consultar o sistema da corporação, os policiais descobriram que o homem já possuía registros anteriores por estelionato e outros crimes.
Ele recebeu voz de prisão ainda dentro da comunidade terapêutica. O veículo utilizado pelo suspeito também foi removido.
O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a quantidade de vítimas e o prejuízo financeiro causado pelos golpes.
Polícia alerta para ofertas de serviços gratuitos
A Polícia Militar orienta que instituições e moradores verifiquem a procedência de pessoas e empresas que oferecem serviços gratuitos, principalmente quando há solicitação de documentos pessoais e reconhecimento facial.
A recomendação é confirmar a identidade dos representantes e a existência da organização antes de permitir o acesso a instituições ou fornecer informações pessoais.
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