Família que morreu soterrada em carro é sepultada em Minas Gerais
Velório dos cinco ocupantes do veículo foi em Paula Cândido (MG); motorista teria parado para ajudar outra família
Minas Gerais|Regiane Moreira, da Record TV Minas; Giovana Maldini*, do R7

Os corpos das cinco pessoas da mesma família que estavam no carro soterrado no último sábado (8), após deslizamento de terra em Brumadinho, na Grande BH, foram enterrados nesta quarta-feira (12) no município de Paula Cândido, a 254 km de Belo Horizonte.
O velório de Henrique Alexandrino dos Santos, de 41 anos; de sua esposa, a professora universitária Deisy Lúcia Alexandrino, de 40 anos; dos filhos do casal, Ana Alexandrino, de 3, e Vitor Alexandrino, de 6 anos; e do primo de Henrique, Geovane Vieira Ferreira, de 42 anos, foi realizado no ginásio poliesportivo da cidade, aberto primeiro aos familiares e depois à população.
Henrique, a mulher e as crianças moravam em Mato Grosso do Sul. Eles estavam em Minas Gerais passando férias. A família desembarcou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana da capital, no dia 14 de dezembro e seguiu para Paula Cândido, onde moram parentes. Os quatro passaram o Natal e a virada de ano no município.
Na volta para casa, a família e o primo, que estava dirigindo o veículo, seguiam para o aeroporto. Por causa da interdição da BR-040 devido ao rompimento de um dique, o motorista desviou o carro para uma estrada alternativa em um distrito de Brumadinho.
Segundo a irmã de Geovane, Patrícia Vieira Ferreira, ele parou o carro para prestar ajuda a outro motorista.
“A gente ficou sabendo que meu irmão ainda prestou socorro a uma outra família, que sobreviveu. Pelo que eu entendi, provavelmente ele deve ter dirigido o carro para a pessoa, para passar em segurança. Não é porque é meu irmão, mas ele viveu para ajudar as pessoas”, relata.
O veículo foi arrastado por cerca de 2 km. Os bombeiros passaram a noite trabalhando no resgate às vítimas. O corpo do menino foi o último a ser encontrado.
Mesmo após alguns dias sem notícias, Patrícia Vieira conta que a família ainda esperava encontrar todos com vida. “Para a gente, eles estavam ilhados em algum lugar da estrada, sem sinal, porque, daqui a Belo Horizonte, tem vários pontos em que o celular não pega. Então a gente estava com esperança”, diz a irmã do motorista.
Henrique era primo do secretário de Estado de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, que falou sobre a tragédia em uma rede social.
*Estagiária doR7, sob supervisão de Ana Gomes















