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‘Foi Deus que não permitiu’, diz mulher que sobreviveu após arma de ex-companheiro falhar na Grande BH

Vítima relata momentos de terror ao ser ameaçada por ex-companheiro em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Minas Gerais|Isabella Guasti, do R7 com Alice Brito e Michelyne Kubitschek, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Suselle Grenda sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Vespasiano, após a arma do ex-companheiro falhar devido à munição incompatível.
  • O ex-companheiro foi preso em flagrante após tentar convencê-la a conversar e sacar uma arma para matá-la e, em seguida, tirar a própria vida.
  • Suselle percebeu que vivia em um ciclo de violência psicológica, com controle sobre suas amizades e hábitos, após o término do relacionamento.
  • Ela alerta outras mulheres sobre a violência psicológica, que muitas vezes passa despercebida e mina a autoestima gradualmente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Suspeito foi preso pela Polícia Militar horas depois da tentativa de feminicídio Reprodução/RECORD Minas

“Eu me vi morta. Mas foi Deus. Foi Deus que não me permitiu. Foi Deus.” É assim que Suselle Grenda define o momento em que escapou de uma tentativa de feminicídio na quarta-feira (15), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em entrevista à Record Minas, a vítima contou que acreditou que morreria após o ex-companheiro apontar uma arma para sua cabeça e anunciar que iria matá-la antes de tirar a própria vida. O disparo, no entanto, não aconteceu porque a munição era incompatível com a arma.

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O caso ocorreu na quarta-feira (15), no bairro Palmital, na divisa entre Vespasiano e Santa Luzia. O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Conforme a corporação, a tentativa de feminicídio não foi consumada porque ele utilizou munições de calibre incompatível com a arma. A Polícia Civil investiga o caso.

‘Pensava nos meus filhos’

Suselle relatou que o homem apareceu em frente à casa dela dizendo que queria conversar. Como não havia recebido ameaças após o fim do relacionamento, ela aceitou o encontro.

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“Na minha cabeça, ele veio para conversar. Mas ele já tava pronto“, disse.

Segundo a vítima, o ex-companheiro insistiu para que a conversa acontecesse dentro do imóvel. Assim que fechou o portão, sacou a arma e anunciou: “Vamos acabar com essa história logo. Eu vou me matar, mas antes você vai primeiro“.

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Suselle afirmou que pensou nos três filhos enquanto tentava ganhar tempo para escapar.

“Na hora eu pensava muito dos meus filhos e eu achei que eu já tinha perdido ali“, contou.

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Ela disse que foi salva quando uma cliente chegou ao salão onde trabalha exatamente no momento em que a arma falhou.

“Eu fui salva porque bateu no portão bem na hora e era uma cliente chegando e ele achou que era a polícia“, relembrou.

Violência psicológica

Durante a entrevista, Suselle também afirmou que só após o término do relacionamento percebeu que vivia um ciclo de violência psicológica.

“Nessas duas semanas que ele não esteve aqui, foi onde eu percebi o tanto que eu estava presa“, afirmou. Segundo ela, o ex-companheiro controlava suas amizades, a forma de se vestir e até a frequência na academia. ”A pessoa fala que é pela sua proteção, que é por amor, mas no fim não é“, disse.

Ao fazer um alerta para outras mulheres, a vítima destacou que esse tipo de violência costuma passar despercebido.

“Quando é psicológica é pior. Porque você não percebe não. Você vai sendo minada devagarzinho, você não percebe. Você vai morrendo um pouco a cada dia“, afirmou.

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