Funcionários prometem greve caso processo de privatização do metrô de BH avance
Desestatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos será analisada, nesta quarta-feira (24), em Brasília
Minas Gerais|Ana Gomes e Maria Luiza Reis*, Do R7

O processo de privatização do metrô de Belo Horizonte será analisado, na tarde desta quarta-feira (24), pelo Tribunal de Contas da União, em Brasília. Com o possível avanço da desestatização, os metroviários prometem entrar em greve, na madrugada desta quinta-feira (25), caso nenhum ministro questione o projeto.
Representantes do Sindimetro-MG (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais) estão em Brasília para acompanhar a sessão. Caso não haja nenhum pedido de revisão e o processo avance, o funcionamento do metrô da capital mineira será totalmente paralisado a partir da 0h desta quinta-feira (25), sem escala mínima. A medida foi aprovada em assembleia da categoria na última segunda-feira (22).
Se a desestatização passar pelo TCU, a empresa responsável por começar a privatização do serviço, a VDMG (Veículo de Desestatização MG Investimentos S.A), poderá dar início às medidas necessárias para efetivar o processo.
Por meio de nota, a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) de Minas Gerais informou que “está tomando todas as medidas possíveis, a fim de garantir a manutenção do serviço de transporte". Sobre o processo de privatização, a instituição disse não ter um posicionamento, uma vez que “as diretrizes e ações a respeito ainda estão internalizadas junto ao CPPI [Conselho do Programa de Parceria de Investimentos]”.
Maior greve da história
Em abril deste ano, os metroviários realizaram a maior greve do serviço nos últimos dez anos, que durou mais de 40 dias. A paralisação começou no dia 21 de março e terminou no dia 2 de maio. Os trens não circularam nos horários de pico, e cerca de 70 mil passageiros foram afetados diariamente.
Os grevistas tinham como principal reivindicação a efetivação de um acordo com o governo federal sobre a privatização do metrô. Uma das demandas dos metroviários era que as partes envolvidas na privatização garantissem que os colaboradores não serão demitidos após a desestatização.
A greve foi suspensa após a categoria conseguir agendar uma reunião com representantes do Executivo federal.
*Estagiária, sob supervisão de Ana Gomes















