Hemominas suspende cadastro de novos doadores de medula pagos pelo SUS
Familiares de pacientes que dependem de transplante para viver estão indignados
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas


A Fundação Hemominas anunciou que suspendeu o cadastro de novos doadores de medula óssea com testes pagos pelo SUS. A decisão chocou familiares de pacientes que necessitam de um transplante para sobreviver e mobilizou as famílias. O órgão declarou que já atingiu a meta de exames custeados pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer), de 38 mil registros.
Entre as pessoas que foram prejudicadas com a medida, está Samuel Silva, de apenas quatro anos. O garoto, que sofre de leucemia, depende de um transplante para viver. A doença foi descoberta em abril do ano passado e ele chegou a passar por um tratamento intenso. Mesmo reagindo bem, no entanto, o câncer atingiu o cérebro do menino.
Parentes e amigos fizeram várias campanhas para captar doadores, já que os pais e o irmão não são compatíveis com Samuel. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), mostram que a chance de se encontrar um doador fora da família é de uma em cada 100 mil. O pai do garotinho, Edson Eustáquio Silva, conta sobre a campanha.
— Nós estamos indo para a rua e em cada rosto estamos vendo o doador do nosso filho.
A família de Lorena, de apenas sete meses, também vive o mesmo drama: desde que o câncer foi descoberto, os parentes a acompanham diariamente no hospital. Já foram mobilizadas mais de 2.000 pessoas para o teste de compatibilidade, mas nenhuma pôde fazer o cadastro no Hemoninas. O pai dela, Wlellington da Silva Costa, relata a luta da filha para viver.
— É luta dela e só ela pode ter força para sair dessa situação.
O INCA ressaltou que os cadastros podem ser realizados, desde que o Estado arque com os gastos dos exames.















