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Homem é condenado a 20 anos após matar mulher e esconder corpo em cisterna em BH

Gilmar Pereira confessou crime e alega que agiu sozinho; assassinato ocorreu após discussão por dinheiro usado em jogos de apostas

Minas Gerais|Arnon Gonçalves, da Record Minas

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Acusado confessou o crime durante depoimento Reprodução/FÓRUM BH

Gilmar Pereira foi condenado à 20 anos por matar e esconder o corpo de Magna Laurinda Ferreira, de 42 anos, em uma cisterna, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, em agosto de 2024. Decisão da Justiça foi nesta terça-feira (30). O réufoi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

Magna ficou quase um mês desaparecida, até o corpo ser localizado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em uma cisterna nos fundos da casa dos acusados. Além de Gilmar, também foram indiciados Marluce Pereira dos Santos, madrasta de Magna, e os filhos dela, Paloma e Paula Pereira.


Segundo denúncia do Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por um empréstimo de R$40 mil feito pela madrasta de Magna no nome do pai dela. De acordo com a polícia, o dinheiro foi utilizado para quitar dívidas relacionadas a jogos de azar online.

A vítima teria descoberto sobre o empréstimo e ameaçado contar à polícia caso o dinheiro não fosse devolvido. As investigações apontam o envolvimento dos três filhos de Marluce no crime. Paloma e Paula teriam atraído Magna até a residência da família com a promessa de pagar a quantia, enquanto Gilmar teria matado a mulher a facadas e depois escondido o corpo dela em uma cisterna.


Entre os acusados, Gilmar foi o único a confessar participação no crime.

Depoimento do acusado

Durante o julgamento, Gilmar confessou o homicídio e a ocultação do cadáver. Ele disse que no dia do crime estava trabalhando em uma reforma na casa dos fundos do lote onde o pai da vítima e os outros réus moravam.


No dia, ele conta que após o serviço teria visto Magna ameaçando a mãe dele e que tentou intervir. Ao questionar a mulher sobre o motivo da discussão, Gilmar afirma que Magna teria jogado uma xícara de café nele. Depois, ela o teria agredido com uma chave de fenda.

Segundo o acusado, para se defender, ele pegou uma faca e deu quatro golpes na vítima, acertando o peito e o pescoço dela. Para o juiz, Gilmar disse que não agiu por raiva, mas por medo. Também alega que pensou em se entregar na hora, mas teve receio de ficar longe da família.


Após o crime, o acusado disse que decidiu colocar o corpo na cisterna e passar o cimento por cima. Afirmou que estava muito nervoso na hora e não lembra de muitos detalhes.

Sobre o churrasco realizado, no dia seguinte, no mesmo local onde o corpo estava escondido, ele alega que não estava presente e que não ficou sabendo da festa. Em relação aos empréstimos e dívidas envolvendo a mãe e as irmãs, que teria motivado o crime, Gilmar afirma que não tinha conhecimento e que se soubesse teria se oferecido para pagar.

No final do depoimento, o acusado negou que tivesse premeditado o crime e negou a participação da mãe e das irmãs dele.

Relembre o caso

De acordo com denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o homicídio foi motivado pela descoberta de um golpe financeiro.

Magna Pimentel teria descoberto que a madrasta, Marluce, tinha feito um empréstimo de R$ 4O mil no nome do pai dela, que é idoso, sem autorização. O valor teria sido utilizado para quitar dívidas da mesma em jogos de azar online.

As investigações apontaram que o dinheiro do empréstimo foi desviado para beneficiar a madrasta da vítima e os filhos da mulher, sendo utilizado para cobrir perdas e apostas em uma plataforma conhecida como “jogo do tigrinho”.

Ao descobrir o rombo financeiro e a tentativa de apropriação do patrimônio de seu pai, Magna exigiu a devolução do dinheiro e ameaçou denunciar o caso à polícia.

Segundo a acusação, a família planejou a morte de Magna para evitar a denúncia. As filhas de Marluce, Paloma e Paula Pereira, teriam atuado como “iscas”, acalmando Magna e prometendo que a quantia seria devolvida, atraindo ela até a casa da família no dia 27 de agosto de 2024.

Ao chegar ao local, a vítima foi agredida até a morte. A denúncia aponta Gilmar, que também é filho de Marluce e estaria na casa no dia do crime, como o responsável pela execução.

De acordo com a denúncia do MP, após o assassinato, os envolvidos ocultaram o cadáver de Magna dentro de uma cisterna no quintal do imóvel, fechando a abertura com massa de cimento.

Um churrasco ainda teria sido realizado no mesmo local onde o corpo estava escondido no dia seguinte ao crime.

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