Homem é condenado a 15 anos por matar primo do goleiro Bruno que assediou amante
Réu confirmou versão da polícia de que assassinato não tem relação com caso Eliza
Minas Gerais|Do R7

Em julgamento nesta quarta-feira (20), Alexandre Ângelo de Oliveira foi condenado por matar o primo do ex-goleiro Bruno, Sérgio Rosa Sales, em 2012, no bairro Minaslândia, região norte de BH. Ele deve cumprir 15 anos de pena em regime fechado por homicídio qualificado.
O réu foi o último a depor e confirmou a versão que a polícia encontrou com as investigações. De acordo com ele, Sales assediou sua amante, o que motivou seu "ódio" e o fez "perder o sono" na noite anterior do assassinato. Oliveira disse ainda que não conhecia os envolvidos no morte Eliza Samudio e afastou hipótese de "queima de arquivo". Sérgio Rosa Sales era réu no caso Eliza e tinha prestado informações sobre o assassinato.
Apenas uma das testemunhas anteriores levantou essa hipótese. A mulher que namorava a vítima afirmou que Sérgio Rosa foi assassinado por causa do homicídio envolvendo o ex-atleta do Flamengo. De acordo com ela, Sales evitava Macarrão e o motorista do caminhonete usada para carregar o corpo de Eliza Samudio, Cleiton Gonçalves.
Já os outros três ouvidos no julgamento não souberam apontar o motivo do crime. O irmão da vítima chegou a informar que Macarrão tinha ciúmes do relacionamento entre Bruno e Sales, mas não sabe se isto teria relação com a morte.
O crime
Alexandre Oliveira e sua amante, Denilza Cesário da Silva, confessaram que mataram Sales porque ele sempre provocava a mulher no caminho para o trabalho. Ela alegou que o homem a cantava de forma grosseira e chegou a dizer que "passaria a mão nela" um dia antes de ser assassinado. Após o crime, Denilza Cesário da Silva largou o marido, com quem tem quatro filhos, para se esconder com o amante. A dupla foi detida em setembro de 2012 e a mulher foi condenada a 13 anos de prisão no ano passado.
Testemunha
Sales iria a júri popular com os outros suspeitos do sumiço e morte da modelo Eliza Samudio. Ele respondia por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. O primo do ex-atleta do Flamengo foi uma testemunha importante nas investigações da Polícia Civil. Em seu depoimento, o jovem deu detalhes de como Eliza foi morta.















