Minas Gerais Homem que matou candidato em Minas alega 'legítima defesa'

Homem que matou candidato em Minas alega 'legítima defesa'

Em depoimento prestado neste domingo (27), Jorge Marra (DEM) diz ter se sentido ameaçado e que não se lembra de mais nada depois do 1º disparo

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7, com TV Paranaíba

O ex-secretário de Obras de Patrocínio, a 390 km de Belo Horizonte, Jorge Marra (DEM), disse que disparou contra o candidato a vereador Cássio Remis (PSDB) em "legítima defesa" e que se sentiu ameaçado.

Marra se entregou na noite deste domingo (27) na Delegacia Regional de Patrocínio, após três dias foragido, e passou a primeira noite na cadeia. As autoridades não revelam onde ele está preso. 

Marra, que é irmão do atual prefeito de Patrocínio, Deiró Marra (DEM), prestou depoimento por cerca de duas horas na delegacia, onde afirmou que agiu por legítima defesa, como explica o delegado. 

Jorge Marra se entregou no domingo

Jorge Marra se entregou no domingo

Reprodução/Redes sociais

— A tese principal dele é que ele só pegou arma e disparou porque ele se sentiu amedrontado. Porque a vítima estava dentro da caminhonete com ele, tinha entrado pela porta do passageiro e tinha tentado agredir ele. 

Ainda de acordo com o delegado, Marra alega que, neste momento, Remis fechou a porta, chamou ele de "velho" e falou que iria do outro lado. 

— Nesse momento, ele fala que ficou muito assustado, pegou a arma, saiu da caminhonete e começou a disparar. Ele alega que apartir desse momento não se recorda mais. 

Investigação

As investigações sobre o crime continuam. Para esta semana estão previstos depoimentos de testemunhas, da esposa de Remis e do ex-prefeito de Perdizes, em cuja fazenda foi encontrada a caminhonete e a arma do crime. 

— A esposa da vítima vai poder contrinbuir com email e os acessos a redes sociais, como Facebook e Instagram para saber se ele estava mesmo sendo ameaçado. 

Protesto

Um grupo de moradores da cidade fez um protesto na noite de domingo, pedindo Justiça na resolução do crime, enquanto Jorge Marra prestava depoimento na delegacia. 

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