Identificação de ossada que pode ser de tenente será feita por exame de DNA
Irmãos da tenente vieram de Varginha para BH, mas reconhecimento não foi possível
Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

Familiares da tenente da Aeronáutica Mirian Márcia Rodrigues Tavares, de 42 anos, não puderam fazer o reconhecimento da ossada encontrada na tarde da última quarta-feira (12) às margens da BR-356 em Itabirito, na região central de Minas Gerais.
Segundo o irmão da militar, Rique Tavares, o IML (Instituto Médico-Legal) informou que o reconhecimento visual não seria possível porque o corpo já estaria em avançado estado de decomposição e a identificação só poderá ser feita por meio de exame de DNA e a previsão da PC (Polícia Civil) é de que os resultados saiam em até 30 dias.
Ainda conforme Rique, ele e o irmão Pérsio Tavares vão ainda nesta quinta-feira (13) ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil onde será realizada a coleta de material genético para a realização dos exames. O material também será comparado ao da mãe da tenente, que já havia cedido material quando a militar desapareceu, em maio deste ano.
Já de acordo com a PC, além do exame de DNA, o IML realizará um raio-x de toda a ossada, além de fotografias e análise de lesões, caso seja possível. Na sequência, haverá procedimentos para identificar sexo e características da pessoa.
Os restos mortais de Mirian foram encontrados na quarta-feira próximo ao veículo da tenente, um Fiat Palio de cor prata, que foi achado alguns metros abaixo. Até o momento, não há pistas sobre o que teria acontecido à oficial, mas um perito da Polícia Civil esteve no local e colheu materiais para exame, além de documentos que estavam no carro.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Saraiva, da Delegacia Especializada em Localização de Pessoa Desaparecida, nenhuma hipótese está descartada, inclusive a de ter ocorrido um acidente. Entretanto, ele aguarda os laudos do local e de necropsia para dar prosseguimento à investigação.
O caso
Mirian Márcia estava desaparecida desde maio deste ano. Ela foi vista pela última vez no dia 5 daquele mês, no bairro Prado, na região oeste de Belo Horizonte. De acordo com a irmã da tenente, ela sumiu depois de fazer uma transferência no valor de R$ 30 mil para a conta dela. Antes de desaparecer, a mulher ainda deixou uma carta para a família, cujo conteúdo não foi revelado.















