Investigação aponta que suspeito isolou estudante antes da morte em apartamento na Savassi, em BH
Laudo pericial aponta asfixia mecânica e possível interesse financeiro
Minas Gerais|Cler Santos, do R7
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A prisão do suspeito de matar a estudante trouxe novos detalhes sobre um caso que, inicialmente, chegou a ser tratado como suicídio pela polícia. Adalto Martins Gomes, de 45 anos, foi detido na última sexta-feira (15), suspeito de assassinar a jovem Giovana Neves Santana Rocha, de 22 anos, dentro do apartamento dela, na rua Pernambuco, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Polícia Civil agora investiga o caso como feminicídio.
Segundo as investigações, Giovana e Adalto se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento e tiveram um relacionamento de cerca de quatro meses. Familiares da estudante afirmam que, desde o início do namoro, ela passou a se afastar da mãe, de parentes e de amigos, além de apresentar mudanças bruscas de comportamento. A jovem, que era estudante de psicologia e gestão da saúde, tinha diagnóstico de autismo, histórico de depressão e morava sozinha desde a morte do pai, em julho do ano passado.
De acordo com a delegada Ariadne Coelho, responsável pelo caso, o suspeito passou a morar no imóvel da vítima poucos dias após o início do relacionamento e chegou a transferir contas do apartamento para o nome dele. A polícia também apura possível interesse financeiro, já que Giovana teria cerca de R$ 200 mil na conta, provenientes da venda de um imóvel herdado da família.
A jovem foi encontrada morta no dia 9 de fevereiro por uma amiga que estranhou a falta de respostas às mensagens e ligações. Como tinha a chave do imóvel, ela entrou no apartamento e encontrou Giovana nua, deitada na cama, com marcas roxas pelo corpo e sem sinais vitais. O Samu foi acionado e confirmou a morte.
No início, a ocorrência foi registrada como possível autoextermínio. No local, havia um frasco vazio de clonazepam e comprimidos próximos à cama. Mas o laudo da necropsia apontou que a estudante morreu por asfixia mecânica, causada por sufocação direta, descartando a hipótese de suicídio.
Ainda segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostram que Adalto foi a última pessoa a deixar o apartamento, entre 6h e 7h da manhã, horas antes do corpo ser encontrado. Mesmo após a morte, o investigado continuou vivendo no imóvel da vítima e chegou a ajuizar uma ação para reconhecimento de união estável pós-morte.
Durante a coletiva, a delegada afirmou que o suspeito demonstrava comportamento controlador e manipulador. “Esses agressores desqualificam a vítima, afastam dos familiares e retiram totalmente a possibilidade dessas mulheres viverem plenamente com a humanidade”, disse Ariadne Coelho.
A investigação também revelou que o homem é casado oficialmente, tem quatro filhos e já possui registros de importunação sexual, além de denúncias de violência psicológica contra a esposa e uma ex-companheira.
Adalto Martins Gomes foi preso temporariamente e permaneceu em silêncio durante o depoimento. O caso segue sendo investigado pelo Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil de Minas Gerais.
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