Jovem que tinha 16 anos denunciou médico suspeito de abuso em BH
Edilei Rosa de Novaes, de 74 anos, foi preso pela segunda vez e, agora, não pode pagar fiança; já são 20 as mulheres que denunciaram ginecologista
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

Uma das vítimas que procurou a polícia para denunciar abusos cometidos pelo ginecologista Edilei Rosa de Novaes, de 74 anos, tinha 16 anos à época dos fatos. Segundo a Polícia Civil, há vítimas de até 60 anos, mulheres que trabalhavam no hospital em que ele atendia e muitas delas estavam grávidas quando teria sido abusadas pelo médico.
Ao todo, 19 mulheres que prestaram depoimento à polícia para relatar episódios de abuso desde que Edilei foi denunciado por uma mulher durante uma consulta médica, em novembro deste ano.
Edilei foi preso, pela segunda vez, nesta segunda-feira (16), em seu apartamento, localizado em região de alto padrão, em Belo Horizonte. A Polícia Civil também cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa e no escritório, no Hospital Santa Fé, na região Leste da capital mineira.
Segundo a delegada Juliana Califf, foram apreendidos computadores, celulares, pen drives e um tablet, já encaminhados à perícia.
— Já ouvimos todas as pessoas, todos os casos são investigados, analisados, para ver o que procede ou não.
À polícia, Edilei negou que tenha cometido qualquer crime.
Caso
O caso começou a ser investigado após uma jovem de 22 anos procurar a polícia para relatar que o ginecologista tentou beijá-la à força durante uma consulta. Sobre a ocorrência, o médico foi indiciado por importunação sexual.
Após a situação se tornar pública, outras 19 mulheres também denunciaram o médico pelo mesmo crime. De acordo com a Polícia Civil, ele pode responder por importunação sexual, abuso sexual mediante fraude e assédio sexual.
Em novembro, Novaes ficou preso por dois dias e foi solto após pagar fiança de R$ 20 mil. Agora, com a prisão preventiva, não cabe fiança para que ele seja liberado. O médico foi afastado do hospital onde atende até que o caso seja julgado. Procurada pela reportagem, a advogada que defende o suspeito informou que não vai se manifestar sobre a nova prisão.















