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Justiça autoriza exame de insanidade mental de diarista acusada de matar idosos em BH

Segundo decisão, existe dúvida a respeito da sanidade de Paola, que alega ter agido sob “surto psicótico” no momento do crime

Minas Gerais|Mahi Nunes*, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça autorizou um exame de insanidade mental para Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte.
  • Paola alegou ter agido sob "surto psicótico" e possui histórico de instabilidade emocional e uso de medicação controlada.
  • A defesa da acusada confia na prova técnica e no devido processo legal, aguardando a avaliação psiquiátrica para esclarecer o estado mental de Paola no momento do crime.
  • Investigações indicam que o crime teve motivação patrimonial, com Paola vendendo bens das vítimas e tentando fugir após o assassinato.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A diarista foi presa dois dias após a morte do casal em Itabira, na região Central de Minas Gerais Reprodução/RECORD Minas

A Justiça aprovou a instauração do incidente de insanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, diarista acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão foi do juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, divulgada na tarde desta terça-feira (18).

Segundo a decisão, foi verificado a existência de dúvida a respeito da sanidade mental de Paola, diante do fato dela ter alegado ter agido sob “surto psicótico” no momento do crime. O exame poderá esclarecer sobre a capacidade de autoderminação e compreensão da acusada sobre o ocorrido no dia do crime.

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Além disso, de acordo com depoimentos colhidos pelo juiz, como de uma tia da acusada, é afirmado que ela possui histórico de instabilidade emocional, ideação suicida, e já foi submetida a atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz, bem como no CAPS de Ribeirão das Neves. Ainda há a confirmação do uso contínuo de medicação controlada (clonazepam e quetiapina), e a inserção de prontuários médicos no processo.

Em nota, a defesa da diarista disse que a decisão foi recebida com serenidade e confiança, e que não cabe antecipar as conclusões dos profissionais responsáveis pelo exame.

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Ainda de acordo com a nota, a defesa confia na prova técnica, no devido processo legal e na análise individualizada das circunstâncias do caso, permanecendo convicta de que todos os elementos relevantes deverão ser considerados antes de qualquer conclusão definitiva sobre a responsabilidade da acusada.

Relembre o crime

O casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, no dia 29 de junho

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As investigações da Polícia Civil apontaram que a principal suspeita era a diarista Paola Stefany Neto Cirino, contratada para realizar uma faxina no imóvel. Ela foi presa em um hotel na cidade de Itabira, poucas horas após o crime, quando, segundo a investigação, tentava fugir com o filho para outro estado.

Durante a apuração, a Polícia Civil recuperou parte dos bens roubados, identificou pessoas que compraram os objetos levados do apartamento e concluiu que a motivação do crime foi patrimonial. Conforme a investigação, após matar o casal, Paola vendeu relógios, joias e outros pertences por valores muito abaixo do mercado, utilizou cartões bancários das vítimas e tentou apagar vestígios da cena do crime antes de fugir.

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No dia 31 de julho, a Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra a diarista. O comerciante Leonardo do Nascimento, acusado de furto mediante fraude, por utilizar os cartões bancários das vítimas após o crime, também foi denunciado.

Segundo a decisão, assinada pelo juiz Alexandre Magno, há indícios suficientes de autoria e materialidade para o prosseguimento da ação penal, com base em laudos periciais, exames toxicológicos, imagens de câmeras de segurança e demais provas reunidas durante a investigação.

O juiz também determinou o desmembramento do processo em relação a outros investigados, para possibilitar acordos de não persecução penal e o aprofundamento de investigações paralelas, além de manter a análise do pedido de revogação da prisão preventiva da principal acusada condicionada à manifestação prévia do Ministério Público.

Nota da defesa de Paola na íntegra:

“A medida é considerada pela Defesa de fundamental importância para esclarecer, de forma técnica e independente, as condições psíquicas de Paola, especialmente em relação à sua capacidade de compreender o caráter dos fatos e de determinar-se de acordo com esse entendimento à época dos acontecimentos.

O Juízo determinou prioridade no agendamento da perícia, diante da situação processual da acusada.

A Defesa recebe a decisão com serenidade e confiança, ressaltando que não cabe antecipar as conclusões dos profissionais responsáveis pelo exame. A expectativa, contudo, é de que a avaliação psiquiátrica permita esclarecer aspectos relevantes sobre o estado mental de Paola no momento dos fatos.

A Defesa reafirma sua confiança na prova técnica, no devido processo legal e na análise individualizada das circunstâncias do caso, permanecendo convicta de que todos os elementos relevantes deverão ser considerados antes de qualquer conclusão definitiva sobre a responsabilidade de Paola.

A Defesa seguirá acompanhando o procedimento e prestando os esclarecimentos necessários, sempre com respeito à Justiça e à verdade dos fatos".

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*Estagiária sob supervisão de Arnon Gonçalves

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