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Justiça conclui fase de instrução sobre assassinato de argentina grávida em BH

Principal suspeito do crime, que era marido da vítima, foi ouvido; ele aguarda decisão da juíza

Minas Gerais|Do R7

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Companheiro da vítima não aceitava a gravidez
Companheiro da vítima não aceitava a gravidez

A segunda audiência de instrução sobre a morte da argentina Maria Silvina Valéria Perotti, assassinada em fevereiro de 2013, quando estava grávida de sete meses, no bairro Calafate, região noroeste de Belo Horizonte, terminou após o depoimento do principal suspeito. José Antônio Mendes de Jesus, de 32 anos, era marido da vítima.

Além dele, outras quatro testemunhas foram ouvidas nesta quinta-feira (22). A sessão, presidida pela juíza Rafaela Kehrig Silvestre, teve início às 14h30 e terminou por volta de 17h20.


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O Ministério Público, citando parte do depoimento do acusado, que admitiu o uso de documento falso, requereu novamente a prisão preventiva do réu. Já a defesa alegou não haver razão para a medida, sob o argumento de que o réu comparece a todos os atos do processo, sem necessidade de prisão cautelar.


A juíza declarou concluída a instrução, sem necessidade de novas diligências, e decidiu que vai apreciar o pedido de prisão preventiva após o prazo sucessivo de alegações finais para o Ministério Público e a defesa, quando será proferida a sentença de pronúncia, que determinará se o réu será julgado por um júri popular.

Relembre


Maria Silvina foi morta com dois tiros enquanto dirigia seu carro pelo bairro Calafate. Uma testemunha teria visto o marido da vítima atirando, mas inicialmente ele teria afirmado que ambos tinham sido vítimas de um assalto.

A argentina estava grávida de sete meses, mas os médicos conseguiram realizar uma cesariana de emergência e salvaram a criança. Mateus Santiago ficou três meses internado no Hospital Júlia Kubitschek e, atualmente, o bebê está sob os cuidados da avó materna. O companheiro dela disse que eles foram vítimas de um assalto, mas a versão não convenceu a polícia. Ele chegou a ser preso e acabou solto por falta de provas.

Jesus foi denunciado por homicídio e se condenado pode pegar até 30 anos de prisão. Segundo o Ministério Público, ele não aceitava a gravidez da companheira e quando soube que ia ser pai, quis obrigar a namorada a fazer um aborto.

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