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Justiça condena homem que matou jovem após carona

Pena decretada é de 45 anos de prisão; radiologista Kally Camaduro combinou, por um grupo de WhatsApp, de dividir viagem com o desconhecido

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Kelly Cadamuro viajava para visitar o namorado
Kelly Cadamuro viajava para visitar o namorado

A justiça mineira condenou, nesta quarta-feira (19), a 45 anos e 10 meses de prisão o assassino confesso da radiologista Kelly Camaduro. A jovem de 22 anos foi morta após dar carona a Jonathan Pereira do Prado entre São José do Rio Preto (SP) e Itagipe, no Triângulo Mineiro. O crime aconteceu em novembro de 2017.

A sentença foi decretada pelo juiz Gustavo Moreira, da Vara Criminal da Comarca de Frutal. O magistrado alegou que a confissão e a participação de Prado na reconstituição do caso não deixou dúvidas de que ele foi o autor do assassinato. Segundo Moreira, Prado apresentou detalhes de como abordou, imobilizou e abandou o corpo da vítima.


Prado foi considerado culpado pelos crimes de latrocínio, estupro, ocultação de cadáver e fraude processual. Da pena total, 42 anos e 11 meses devem ser cumpridos em regime fechado e os outros 2 anos e 11 meses em regime semiaberto.

Outros dois homens também foram responsabilizados por envolvimento na história. Daniel Theodoro da Silva e Wander Luís Cunha foram condenados pelo crime de receptação, por terem comprado produtos roubados da vítima. A pena decretada a eles é de três anos e quatro meses e dois anos e seis meses respectivamente.


Silva e Cunha estavam soltos graças a um habeas corpus condedido a eles, no entando, o juiz Gustavo Moreira, mandou expedir um novo mandado de prisão contra os dois. Prado, que já estava preso, segue detido em uma penitenciária de Frutal. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos.

Relembre o caso

Kelly Cristina Cadamuro desapareceu no dia primeiro de novembro, após deixar São José do Rio Preto, interior de São Paulo, para visitar o namorado em Itapagipe, no Triângulo Mineiro. Ela morava em Guapiaçu, próximo a São José do Rio Preto, e ia frequentemente para o Estado vizinho ver o companheiro.


Para dividir as despesas da viagem, Kelly ofereceu compartilhar o trajeto com mebros de um grupo de caronas no WhatsApp. Jonathan Pereira do Prado e uma suposta namorada se candidataram para ir com a jovem, mas chegando no local combinado, apenas o homem estava presente. Ele alegou que a companheira havia desistido da viagem.

Depois de deixar a cidade, Kelly não fez mais contato com a família. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte no KM 25 da MG-255, na zona rural de Frutal. Ela estava seminua com a cabeça mergulhada em um córrego. Prado foi localizado e preso. Na época, ele confessou ter entrado no grupo de caronas com a intenção de roubar a jovem. 

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