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Justiça converte em preventiva a prisão de empresário suspeito de matar gari em BH

Renê da Silva Nogueira Júnior, casado com delegada, foi preso em flagrante, mas negou o crime

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça de Minas Gerais converteu a prisão do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, suspeito de assassinar o gari Laudemir Fernandes, em prisão preventiva.
  • Renê foi detido após uma briga de trânsito e negou a autoria do crime, apesar de testemunhas o reconhecerem.
  • O juiz aceitou o pedido do Ministério Público, desconsiderando os argumentos da defesa que pediu o relaxamento da prisão.
  • Laudemir Fernandes foi enterrado em cerimônia que homenageou seu trabalho, enquanto familiares pediram justiça.

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Violência doméstica e atropelamento: empresário suspeito de matar gari em BH tem histórico criminal
Segundo o Tribunal, a defesa do suspeito havia solicitado o relaxamento da prisão

A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, suspeito do assassinato do gari Laudemir Fernandes. A decisão aconteceu durante audiência de custódia, na manhã desta quarta-feira (13). A decisão é do juiz Leonardo Damasceno, que acatou o pedido do Ministério Público.

Segundo o juiz, a prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública, considerando a gravidade do caso. Ainda segundo a decisão, a conduta do suspeito abala profundamente a tranquilidade social e gera um sentimento de insegurança na comunidade, indicando que a liberdade do autuado, neste momento, representa um risco real à ordem pública.

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“O crime foi cometido em plena luz do dia, por motivo fútil, uma aparente irritação decorrente de uma breve interrupção no trânsito causada por um caminhão de coleta de lixo. A desproporcionalidade e a frieza da ação, na qual o autuado, após uma breve discussão, deliberadamente sacou uma arma de fogo, a preparou para o disparo e atirou contra um trabalhador que exercia seu ofício, uma atividade pública essencial de limpeza da cidade, demonstram uma periculosidade acentuada e um total desrespeito pela vida humana”, detalhou.

De acordo com o Tribunal, a defesa havia solicitado o relaxamento da prisão por não encontrar indícios que justificasse, segundo a defesa, a prisão preventiva, como o acusado ser réu primário, ter bons antecedentes e residência fixa.

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Conforme a decisão judicial, Renê é reu por outro crime. “O autuado já responde a uma ação penal pela prática de crime de lesão corporal grave do Estado de São Paulo, conforme documentação juntada pelo Ministério Público, o que demonstra uma personalidade violenta, e reiteração delitiva, denotando a necessidade de se garantir a ordem pública”, explicou.

A audiência aconteceu no bairro Lagoinha. Um ônibus do sistema prisional chegou com vários detentos, e viaturas da Guarda Civil Municipal fecharam a rua. O Tribunal de Justiça não divulgou imagens da audiência.

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Entenda o caso

Renê da Silva foi detido nesta segunda-feira (11) como suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte.

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Durante o depoimento à equipe do DHPP (Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa), o empresário negou que tenha cometido o crime. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (12), durante entrevista coletiva.

Apesar de negar a autoria do crime, outros elementos reunidos pela investigação, como a identificação por testemunhas, possibilitaram a ratificação da prisão em flagrante. Renê foi levado para o Ceresp Gameleira, onde está à disposição da Justiça.

Dinâmica do crime

Segundo a Polícia Militar, o caminhão fazia a coleta na rua Jequitibá, que é mão dupla. Uma fila se formou com carros que vinham de outra via, a rua Modestina de Souza, e que iriam entrar na Jequitibá, em direção à Avenida Tereza Cristina.

Dirigindo um carro SUV, Renê teria hesitado em passar ao lado do caminhão. Neste momento, segundo a PM, ele passou a xingar e a fazer ameaças à motorista da limpeza urbana. Os garis desceram para tentar acalmar o motorista. Nesse momento, segundo testemunhas, o disparo foi feito e acertou a região do abdômen do Laudemir. Ferido, ele ainda caminhou até a esquina, onde caiu. Renê, contaram testemunhas, seguiu pela rua Jequitibá e sumiu na avenida Tereza Cristina.

Enterro

Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi enterrado sob aplausos, na tarde desta terça-feira (12), em Contagem, na Grande BH. Colegas de trabalho e familiares vestiram o uniforme usado durante a coleta de lixo para homenageá-lo.

Familiares e amigos lamentaram a morte e clamaram por justiça.

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