Justiça marca audiência para ouvir estudante acusada de planejar a morte do pai
Defesa de Érika Passarelli alega que ela pretende quitar dívidas para sair livre
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

A Justiça marcou para 5 de setembro deste ano a primeira audiência de instrução da ex-estudante de direito Érika Passarelli pelo crime de estelionato. Érika, que também é acusada de planejar a morte do próprio pai em 2010, teria aplicado uma série de golpes em lojas de roupa de Belo Horizonte, passando cheques sem fundo. A sessão acontece a partir de 14h, na 8ª Vara Criminal do Fórum Lafayette.
Um dos advogados da jovem, Zanone de Oliveira, acredita que a defesa conseguirá chegar a "um denominador comum". Ele alega que houve apenas "um desacerto comercial" que será resolvido com as vítimas.
— Vários cheques já foram pagos, alguns apenas que ficaram em aberto que desencadearam o processo. Como foi presa, ela não teve tempo de sentar com esses credores e resolver.
Oliveira explica ainda que a família da acusada sempre teve "uma situação financeira muito boa" e que, por isso "comprar era algo corriqueiro na vida dela". No entanto, na época em que acumulou as dívidas, Érika teria extrapolado porque estava em "crise depressiva muito grande" com a morte do pai.
— Ela tinha como válvula de escape as compras e acabou consumindo um pouco demais. Aí ficou foragida um tempo também, mas acho que vai dar tudo certo.
O defensor alega ainda que Érika pretendia entrar em contato com as vítimas para resolver a questão antes mesmo da audiência, mas evitou porque não queria que os credores se sentissem ameaçados. A jovem aguarda agora que a Justiça marque a data do júri popular sobre o assassinato do pai.
O caso
Mario José Teixeira Filho, 50 anos, foi assassinado às margens da BR-356 em Itabirito, na Grande BH, no dia 5 de agosto de 2010. O ex-namorado de Érika, Paulo Ricardo de Oliveira, e o pai dele, Santos das Graças Alves, cabo da PM, também respondem pelo homicídio. Somente Érika está presa. Ela foi encontrada em março de 2012 em uma casa de massagens no Rio de Janeiro, onde trabalhou disfarçada por um ano e meio, foragida da polícia mineira.















