Justiça nega pedido de liberdade para Kat Torres, suspeita de manter mulheres em trabalho escravo
Decisão foi assinada pelo ministro Rogério Schietti Cruz; segundo ele, não há motivos para que o STJ ou o STF interfiram no processo
Minas Gerais|Weverton Cardoso*, da Record TV Minas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade solicitado pela influenciadora Kat Torres, suspeita de participar de um esquema de tráfico humano e manter mulheres em situação de trabalho escravo nos Estados Unidos. A decisão foi assinada pelo relator no último dia 19 e foi publicada nesta segunda-feira (24).
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A decisão foi assinada pelo ministro Rogério Schietti Cruz, relator do caso. Segundo ele, não há motivos para que o STJ ou o STF interfiram no processo neste momento. "Não compete a este Superior Tribunal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão denegatória de liminar, por desembargador, antes de prévio pronunciamento do órgão colegiado de segundo grau", argumentou o relator.
O pedido de Habeas Corpus foi feito pelo advogado Rodrigo Alves da Silva Menezes, que alegou que a 10ª Vara Criminal Federal não tinha competência para julgar o caso, solicitando a soltura da acusada. Ela continua presa no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, em Belo Horizonte.
Entenda o caso
A influenciadora Katiuscia Torres Soares, de 29 anos, está presa suspeita de manter mulheres em situação de trabalho escravo nos Estados Unidos desde novembro de 2022. O caso tomou grandes proporções após citar a influencer Yasmin Brunet em uma live.
Kat Torres foi apontada pela família de duas mulheres brasileiras como a responsável por um suposto esquema de tráfico humano, Letícia Maia e Desirrê Freitas Silva. Os pais de Letícia Maia, de 21 anos, natural de Perdões, cidade do sul de Minas, afirmam que a influenciadora estaria coagindo a jovem. A família procurou a Polícia Civil de Minas Gerais e denunciou o desaparecimento de Letícia, que morava nos Estados Unidos desde 2019.
Na época, a jovem publicou vários vídeos nas redes sociais dizendo que não queria mais contato com a família, que seria abusiva, segundo ela.
Uma campanha realizada na internet por amigos e familiares de Desirrê Freitas Silva, de 26 anos, também cobrava informações sobre a brasileira e relaciona a falta de contato com possível manipulação de Kat. Desirrê também apareceu em um vídeo em que afirma que não quer contato com a família, mas não disse onde está vivendo.
* Estagiário sob supervisão de Maria Luiza Reis















