Justiça suspende ação de suspeito de matar ex e fiéis em igreja
Medida é para que o suspeito do crime passe por um teste de sanidade mental; crime aconteceu em maio deste ano, em Paracatu (MG)
Minas Gerais|Élcio Fonseca, da Record TV Minas, com Pablo Nascimento, do R7

A Justiça de Minas Gerais suspendeu temporariamente o processo contra o homem suspeito de matar a ex-namorada e outras três pessoas dentro de uma igreja, na cidade de Paracatu, a 483 km de Belo Horizonte, na região Nordeste de Minas Gerais. O crime aconteceu no último dia 21 de maio.
A decisão é para que Rudson Aragão Guimarães, de 40 anos, passe por exames que avaliarão sua sanidade mental, conforme pedido feito por seus advogados.
O Fórum vai destinar um perito para fazer a avaliação. Não há prazo para conclusão dos laudos, mas se for comprovado algum problema psiquiátrico, Guimarães não poderá ser penalizado criminalmente e deverá ir para um manicômio.
No dia 31 de maio, a Polícia Civil indicou Guimarães por quatro homicídios qualificados e a tentativa de homicídio contra o pastor da igreja. A delegada responsável pelo caso, Thays Regina Silva, descartou a hipótese de crime passional contra a ex-namorada.
Pastor de igreja recebeu ameaças e era alvo na chacina de Paracatu
Segundo as investigações, o fastamento do homem das atividades da igreja e de remoção grupos de Whatsapp, com aval dos demais fiéis, pode ter sido motivação dos crimes.
Imagens de circuito de segurança mostram o momento em que um homem arrebentou o portão da igreja e atirou contra pessoas que estavam no local. Horas antes, o autor do crime tinha esfaqueado a ex-namorada.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito, que está preso em Patrocínio, a 393 km de Belo Horizonte.















