Lavrador que ficou em situação de escravidão por dois anos é resgatado pela polícia
Funcionário denuncia que dormia no chão, não podia sair de fazenda e recebia R$ 200
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas


Depois de dois anos dormindo em um galpão aberto, um lavrador foi resgatado em situação de escravidão em uma fazenda em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Leandro Rodrigues de Souza, de 32 anos, ganhava salário de R$ 200 para cuidar da propriedade, limpar pastos e consertar cercas.
Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7
Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play
Na fazenda não havia energia elétrica e nem fogão. Rodrigues tinha só um colchão e ganhava bebida alcoólica para não sair pela vizinhança.
— [Dormia] no chão, com colchão. É a mesma coisa que dormir em um chiqueiro. Não deixava sair. Não vai sair nem nos vizinhos.
O patrão, que não quis ser identificado, explicou que deu o emprego para o lavrador para ajudá-lo a largar os vícios em álcool e drogas. Ele alega que não seguia a legislação trabalhista nem pagava salário menor porque o empregado ia consumir tudo em droga.
— Ele tinha os pés inchados, não conseguia nem calçar chinelo. As mãos tremiam, não conseguia segurar um copo. E me agradecia todo dia por ter trazido pra cá, senão tinha morrido. Eu dava R$ 200. Se deu desse R$ 100, R$ 200, 5.000, no outro dia ele não tinha um centavo porque ia para boca de pedra e tomavam o dinheiro dele.
Leandro Rodrigues agora mora com o pai, também em Carmo do Paranaíba. Ele afirma que vai buscar um acordo para receber pelo tempo que trabalhou na fazenda.
— Eu quero que ele me pague o que me deve, porque trabalhei dois anos.
Segundo a Polícia Civil, nesta semana os dois vão prestar depoimento na delegacia.















