Liberação de cinco vítimas de acidente na BR-381 depende de exame de arcada dentária
Caminhoneiros dizem que polícia não sinalizava trecho em que ocorria protesto
Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

As cinco pessoas que morreram carbonizadas em um acidente na BR-381 em Itaguara, na região central de Minas, dependem de exames da arcada dentária para serem liberadas. Por causa da situação dos corpos, o reconhecimento não pode ser feito visualmente pelas famílias.
O exame da arcada dentária pode demorar até 30 dias para ficar pronto, segundo o IML. Caminhoneiros que estavam parados na rodovia por causa de uma manifestação alegam que o trecho não estava sinalizado pela polícia para alertar os motoristas.
Segundo Diogo Augusto Faleiro, não havia presença dos agentes.
— Na manifestação que teve do local do acidente até a retenção dava aproximadamente 3km. Não tinha um carro da autopista. Se tivesse, não teria acontecido.
O inspetor da PRF, Aristides Junior, afirma que só a perícia pode comprovar as causas da tragédia.
— Vamos aguardar o laudo da perícia porque muitos fatores têm que ser avaliados. A velocidade que esse carreteiro estava descendo esse carreteiro que estava descendo o trecho e acabou colidindo? Qualquer tipo de afirmação agora seria precipitada.
Acidente
Por volta das 19h, uma kombi não conseguiu parar no congestionamento que se formou durante um protesto no km 564 e atingiu um caminhão. Um Fiesta também não conseguiu frear e bateu na Kombi. Um carreteiro que vinha atrás também não pode desviar e arrastou os carros menores, que pegaram fogo na hora.
Os passageiros da Kombi voltavam para Poços de Caldas após a realização de tratamento médico. Morreram o motorista, Francisco Lima Alves, 53 anos, Crislene Guimarães, 18 anos, Moacir Marcondes, 54 anos e Maria Aparecida Marcondes. O motorista do Fiesta, que não foi identificado, também faleceu. O veículo tinha placas de Santos (SP).















