Médico que sugeriu omissão de socorro em caso de erro estrangeiro afirma que foi mal interpretado
Presidente do CRM/MG volta a dizer que brasileiros não devem ser tutores no Mais Médicos
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7 MG


No dia em que os primeiros estrangeiros do Mais Médicos chegaram ao Brasil, o presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais defendeu a falta de apoio em casos de erros e, pressionado pela opinião pública, tentou se retratar.
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João Batista Gomes Soares disse que a frase "vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos", dita ao Estado de Minas, foi mal interpretada. Em nota divulgada na noite desta sexta-feira (23), o médico tentou explicar a polêmica.
— O médico deve sim prestar atendimento, mas não assumir erros de médicos sem registro ou participar de qualquer procedimento médico-cirúrgico com os mesmos.
À reportagem do R7, João Batista disse que não é obrigação prestar qualquer ajuda aos aprovados no Mais Médicos que não tenham sido aprovados no Revalida. Ele ameaçou denunciar à polícia a atuação estrangeira.
— Não podemos ficar pegando na mão da pessoa e não vamos ficar ensinando o sujeito. O paciente é nossa obrigação e não temos direito humano, ético e legal de negar atendimento, mas socorrer o médico, não.
O CRM, em nota, defendeu novamente que os médicos brasileiros não atuem como tutores dos estrangeiros.
— O médico também pode ser responsabilizado eticamente no caso de o profissional estrangeiro sem registro cometer algum erro. O CRMMG orienta aos médicos que não desempenhem essa função.
Até domingo (25), 664 médicos de outros países e brasileiros formados no exterior chegam ao Brasil para o início do treinamento.















