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Médicos condenados por retirar órgãos de criança têm habeas corpus negado

Os três profissionais foram presos 14 anos após o crime

Minas Gerais|Do R7

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Segundo a Justiça, Paulo Pavesi ainda mantinha atividade cerebral quando foi declarado morto
Segundo a Justiça, Paulo Pavesi ainda mantinha atividade cerebral quando foi declarado morto

Três médicos condenados pela retirada de órgãos do menino Paulo Pavesi, em Poços de Caldas, no sul de Minas, tiveram o pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça do Estado. O crime ocorreu há 14 anos, mas o trio só foi preso neste mês.

Sergio Poli Gaspar, Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foram condenados, respectivamente, a 14, 18 e 17 anos de prisão em regime fechado por submeter o paciente a procedimentos inadequados, adulteração de diagnóstico da morte encefálica e retirada dos órgãos. Paulo Pavesi havia caído da grade do playground do prédio onde morava em abril do ano 2000.


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A liminar foi negada pelo desembargador Flávio Batista Leite, da 1ª Câmara Criminal do TJMG. A decisão será publicada nesta quinta-feira (20).

Para o magistrado, a prisão deve ser mantida para "garantir a segurança pública e a segurança do juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, que atuou no caso e se disse ameaçado".


O desembargador também negou o pedido feito pelos réus, a fim de garantir a boa instrução do processo e a aplicação da lei penal. Em seu despacho, Flávio Batista Leite citou trechos da sentença, na qual o juiz detalhou os fatos que motivaram a condenação, além de relatar ameaças e manobras usadas para atrapalhar a instrução processual.

Livro detalha crimes

Há três semanas, o pai do menino, Paulo Veronesi Pavesi, lançou o livro "Tráfico de Órgãos no Brasil - O Que a Máfia Não Quer Que Você Saiba", em que detalha os crimes praticados pelos médicos e a rede de proteção política que permitiu aos condenados continuar trabalhando sem qualquer impedimento nos últimos 14 anos. As denúncias da família levaram à instalação da CPI do Tráfico de Órgãos em 2004, quando casos semelhantes vieram à tona, mas todos os pedidos de indiciamento no relatório final foram arquviados. O pai do menino recebeu asilo político na Itália em 2008, alegando perseguição, e hoje vive em Londres.

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