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Militar atira no peito de deficiente mental que mexia em arma de brinquedo em BH

Viatura da Rotam patrulhava o bairro São Bernardo; ônibus foi queimado em protesto

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Ônibus ficou completamente destruído
Ônibus ficou completamente destruído

Um jovem foi baleado no peito por um policial militar do Batalhão Rotam (Rondas Táticas Metropolitanas) na tarde desta quarta-feira (30) no bairro São Bernardo, região norte de Belo Horizonte. O rapaz, identificado até agora como Luan, teria cerca de 18 anos e seria portador de doença mental. Ele mexia em um revólver de brinquedo quando foi abordado por quatro militares. Como teria apontado a arma para os policiais, foi atingido com um tiro no peito.

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Luan foi levado pela própria viatura em estado grave para o Hospital Risoleta Neves, onde está inconsciente e é submetido a cirurgia. Um ônibus da linha 2402 foi queimado por moradores revoltados em protesto pelo ataque.

Um vizinho que não quis se identificar afirma que a vítima jogou a arma no chão.


— O menino é deficiente mental, todo mundo que estava perto alertou os policiais disso. O militar apontou a arma, ele jogou o brinquedo no chão e mesmo assim foi atingido.

O comandante do Batalhão Rotam, tenente-coronel Carlos Alberto do Sacramento, nega a reação e apresenta a versão contada pelos militares envolvidos.


— A viatura patrulhava o bairro quando foi alertada que um rapaz estava com uma arma. Ao localizá-lo, os militares abordaram e mandaram jogar a arma no chão. Em vez disso, o rapaz fez menção de atirar e acabou atingido no peito. Ele foi prontamente socorrido. Na hora não dava para identifcar que a arma era de brinquedo e nem que o garoto teria problemas mentais, segundo os envolvidos.

O militar, que não teve a patente nem o nome divulgados, foi detido no Batalhão. Os outros envolvidos prestam depoimento nesta tarde. Testemunhas também serão chamadas pela Justiça Militar.


De acordo com o Hospital Risoleta Neves, o garoto não portava documentos e já chegou inconsciente ao bloco cirúrgico. Como nenhum familiar estava na viatura, a identificação completa ainda não é conhecida.

Durante a queima do ônibus, nenhum passageiro ou funcionário da empresa de transporte se feriu.

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