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Ônibus de acidente com 6 mortes na BR-116 em MG não tinha autorização para viagem interestadual, diz ANTT

Veículo estava em processo de inclusão na frota de uma empresa e não possuía licença para realizar o deslocamento entre São Paulo e Bahia

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ônibus de turismo envolvido em acidente na BR-116 não tinha autorização para viagem interestadual, segundo ANTT.
  • O veículo pertencia à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda. e estava em processo de inclusão na frota da Edson S Santos Limitada.
  • O acidente resultou em seis mortes e 31 feridos após colisão com uma carreta, ambos os veículos capotaram.
  • O trecho da rodovia ficou interditado por mais de seis horas e o trânsito foi liberado após atendimento e contenção de vazamento de óleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A colisão com uma carreta ocorreu na noite dessa terça-feira (15), no km 25 da rodovia RECORD MINAS / Reprodução

O ônibus de turismo envolvido no acidente que deixou seis mortos e 31 feridos na BR-116, em Cachoeira de Pajeú, no Vale do Jequitinhonha, não tinha autorização para realizar a viagem interestadual. A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A colisão com uma carreta ocorreu na noite dessa terça-feira (15), no km 25 da rodovia.

Segundo a ANTT, o ônibus, de placa NDI-9C87, pertence à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda., conforme consta no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). No entanto, o veículo estava em processo de inclusão na frota da empresa Edson S Santos Limitada, procedimento que ainda não havia sido concluído pela agência.


Apesar de possuir Certificado de Segurança Veicular e cronotacógrafo regulares, além de seguro de responsabilidade civil válido em nome da empresa Edson S Santos Limitada, o coletivo não estava autorizado a realizar o serviço.

“Como o processo de inclusão ainda não foi concluído, o veículo não estava apto, perante a ANTT, a realizar o serviço e não havia licença de viagem emitida para o deslocamento”, informou a agência.


A ANTT esclareceu que a ausência da licença caracteriza uma irregularidade, mas não significa, por si só, que o serviço possa ser classificado como transporte clandestino.

Relembre o acidente

O acidente aconteceu por volta das 20h30 de terça-feira (15), no km 25 da BR-116, na altura do povoado Tancredo Neves, em Cachoeira de Pajeú. O ônibus havia saído de São Paulo e seguia em direção a Senhor do Bonfim, na Bahia.


De acordo com informações repassadas pelo motorista do caminhão ao Corpo de Bombeiros, o ônibus teria perdido o controle após passar pelo trevo que liga as rodovias BR-251 e BR-116 e atingido a carreta. Com o impacto, os dois veículos capotaram.

Cinco pessoas morreram no local, enquanto a sexta vítima morreu após ser encaminhada a um hospital em Pedra Azul. Não havia crianças entre as vítimas fatais.


Conforme o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente deixou 31 feridos, sendo 29 passageiros e os dois motoristas. Outras sete pessoas não sofreram ferimentos.

As vítimas foram socorridas por diferentes equipes e encaminhadas para unidades de saúde da região, incluindo hospitais de Divisa Alegre, Itaobim e Salinas.

O trecho da rodovia permaneceu interditado por mais de seis horas. Durante o atendimento, os bombeiros utilizaram serragem para conter o vazamento de óleo na pista.

A ocorrência foi encerrada e o trânsito liberado.

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