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Militar nega ter atirado em marido de policial que morreu no Barreiro

Policiais faziam treinamento irregular em mata quando foram surpreendidos por casal

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Fabiana e Filipe Sales ouviram os sons de tiros e foram até matagal verificar o que acontecia
Fabiana e Filipe Sales ouviram os sons de tiros e foram até matagal verificar o que acontecia

Indiciado pela morte de um mecânico e por tentativa de homicídio contra uma policial civil durante um tiroteio no Barreiro, o militar Hamilton Brunno Penido Brandão nega ter disparado contra o casal. Ele está detido desde 28 de maio no 5º Batalhão, na região oeste de BH.

O advogado do policial, Renato Firmino de Rezende, explica que a reconstituição do crime, no dia 18 de maio, ajudou a esclarecer parcialmente a dinâmica do caso. Três PMs treinavam tiro em um matagal quando Filipe Sales e Fabiana Aparecida Sales apareceram armados para verificar o barulho de tiros perto de onde moravam.


Como ninguém se identificou como policial, um grupo achou que o outro era criminoso e houve troca de tiros. Sales foi morto com oito disparos e Fabiana acabou ferida na barriga. Brandão e os outros PMs, André William Murray e Daniel Fernandes, foram presos em flagrante. 

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Hamilton Brandão afirma que não viu a mulher, apenas o vulto de um homem armado. Quando um dos militares, provavelmente Murray, levantou a lanterna do celular para enxergar o vulto, Sales teria gritado "parado, parado" e em seguida começou o tiroteio, o que fez com que Brandão se assustasse e correrresse para se esconder no meio do mato, pensando que os amigos tinham sido mortos. Ele relatou este comportamento aos advogados Renato Firmino e Eugênio Geraldo Barroso.

— Ele alega que já estava escuro e só viu um vulto se aproximando. Quando o amigo acendeu a lanterna, o rapaz gritou. O Hamilton viu o celular cair e foi correndo para o meio do mato para se esconder, pensando que tinham sido baleados. Ele ouviu a sequência de disparos, mas não sabe o que aconteceu.


No indiciamento, o delegado Alexandre Oliveira afirmou que os militares praticavam treinamento irregular, alteraram a cena do crime e levaram sete horas para se apresentar à polícia. Rezende nega.

— O marido da policial estava armado. E eles se apresentaram imediatamente. Ligaram para o 190 e em 15 minutos socorreram a moça. O Hamilton foi atendido por uma viatura do Gepar, entregou a arma para a Corregedoria e foi para o quartel. De lá foram para a delegacia, então essas sete horas foi o tempo que demorou para o Reds ser confeccionado. 


O advogado de Murray e de Fernandes, Lúcio Adolfo, aponta a confusão sem detalhar a participação dos clientes. 

— A versão deles me parece ser bastante lógica porque estava escuro. Todos os cinco estava armados e todo mundo se confundiu pensando que o lado de lá poderia ser bandido. O certo é que houve disparos de ambas as partes e ela e ele foram atingidos. 

Com a inclusão das perícias no inquérito, o defensor acredita que em breve o militar receba a liberdade provisória. Por enquanto, o pedido apreciado pela Justiça foi negado

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